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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 15/12/2017  

Secretaria de Segurança Pública retarda e oculta dados sobre os índices de homicídios no Ceará

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Veja este exemplo da ocultação de dados no site da SSPDS. Acima está a reprodução da guia cadavérica de um policial militar assassinado por assaltantes na tarde de segunda-feira última. A guia exibida no site da secretaria oculta a causa da morte da vítima. O soldado Selbiano foi morto a tiros, mas isto não está no documento

Retardar a divulgação das ocorrências policiais diárias da Capital, Região Metropolitana de Fortaleza e do Interior, além de ocultar informações sobre a causa da morte das vítimas cujos corpos chegam à sede da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) da Perícia Forense (Pefoce) para serem necropsiados. Estas são as mais recentes estratégias que a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) adotou, neste início de governo, com o objetivo de impedir a divulgação correta e atualizada, pela Imprensa, dos índices de homicídios no Estado.

Desde o começo do mês, o site da SSPDS passou por alterações, principalmente em algumas de suas páginas destinas à divulgação dos índices da criminalidade no Estado. Sobressaltadas com a avassaladora quantidade de assassinatos no Estado, as autoridades teriam recebido orientação superior para realizar as alterações nas páginas do site.

O retardamento da divulgação do boletim das ocorrências diárias registradas pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e pelos Comandos de Policiamento do Interior Norte e Sul (CPIs Norte e Sul) já vem sendo observado pela Imprensa há, pelo menos, quatro semanas.

Nesta terça-feira, dia 3 de março, a página da SSPDS exibia até o fim da tarde, na área destinada ao “Resumo das ocorrências atendidas pela Ciops” apenas dados relativos aos fatos ocorridos no dia primeiro do mês, isto é, no último domingo, impedindo, assim, a Imprensa cearense e de todo o País de ter acesso aos casos de homicídios, latrocínios e de lesões seguidas de morte ocorridas, ao menos, nas últimas 24 horas. Somente após as 19 horas foiram incluídos os dados relativos ao dia 2.

Já a ocultação do item que revelava a causa da morte na versão eletrônica das guias cadavéricas da Comel, foi uma manobra ainda mais grave, impedindo que o cidadão saiba a causa do óbito de cada um dos mortos encaminhados para necropsia na Pefoce. Sem tais dados, não há como se saber o quantitativo de assassinatos registrados no Estado, fato este que afronta o direito constitucional à informação e viola a Lei da Transparência.

E é com base em números ocultos, que as autoridades anunciaram, em solenidade realizada na sede do Comando da Polícia Militar, na última segunda-feira (2), a redução do número de assassinatos no Estado.

Sem apresentar dados conclusivos sobre as estatísticas do mês de fevereiro, (que só a SSPDS tem acesso agora), o titular da Pasta, delegado federal Delci Teixeira, anunciou que houve uma redução de até 15 por cento no número de homicídios no Estado em fevereiro, em comparação a igual período do ano passado. Mas não apresentou os números definitivos.

O Ministério Público Estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil deverão cobrar explicações do Governo do Estado sobre tais posicionamento da SSPDS.

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Fernando Ribeiro
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