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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

Artigo: violência virou "arma" de grevistas

A violência tem sido a "arma" que diversas categorias profissionais e arruaçeiros infiltrados nestas têm se utilizado durante as manifestações ocorridas nos últimos dias em Fortaleza e na Região Metropolitana. Na manhã de ontem, operários do Porto do Pecém, no Município de São Gonçalo do Amarante (55Km da Capital), em greve há cerca de dois meses, voltaram a agir com agressividade, provocaram danos aos patrimônios público e privado, feriram policiais militares e acabaram sendo presos. Pelo menos, 63 suspeitos foram detidos e levados para a delegacia de Polícia do Município, onde foram autuados em flagrante. Para serem soltos, tiveram que pagar uma fiança individual estipulada em um salário mínimo.

No Pecém, ficou o rastro da destruição e do vandalismo praticados pelos manifestantes. Diversos veículos particulares (dos próprios funcionários do porto) e de empresas prestadoras de serviço foram depredados. Vidros e latarias ficaram danificados. Pelo menos, três policiais militares acabaram feridos e tiveram que ser trazidos para Fortaleza onde receberam antendimento médico.

Na manhã de terça-feira, o Porto do Pecém já havia sido palco de outras cenas de vandalismo e violência por parte dos grevistas. Os manifestantes bloquearam, inicialmente, a BR-222 provocando um grande congestionamento. Depois, retornaram para a área interna do terminal portuário, onde montaram barricadas com pneus pegando fogo, lançaram pedras contra a Tropa de Choque da PM e, por pouco, não incendiaram o caminhão anti-tumulto do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Três policiais sofreram intoxicação gerada pela fumaça e por terem ficados presos no interior do 'Caveirão', após uma pane elétrica que emperrou as portas hidráulicas do veículo.

Já em Fortaleza, ontem e hoje operários da construção civil entraram em confronto com a tropa do Batalhão de Choque em mais uma passeata e manifestações após a deflagração da greve, no começo da semana. Diariamente, os grevistas têm causado grandes transtornos aos moradores e trabalhadores que precisam passar pela Praça Portugal e vias próximas dali. É que os grevistas "decidiram" por conta própria tornar a praça uma espécie de território de suas manifestações, colocando caminhões, trios-elétricos e vans no meio da rua, sem se importar com os problemas causados à população. A mesma atitude foi adotada, no começo do mês, por motoristas e trocadores de ônibus em greve.

Obstruir vias públicas, depredar o patrimônio alheio e  agredir agentes da segurança parece ter "virado moda" nesta cidade, sem que a Justiça e o Ministério Público, ao menos, se pronunciem. E o cidadão, que se dane diante disso.

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