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CEARÁ PACÍFICO??? Com o fim do pacto de paz entre facções criminosas, Ceará deve fechar o ano com cerca de 3.500 assassinatos

bandidos mortos 2

Este é o verdadeiro retrato da Segurança Pública no Ceará, sem maquiagem

Após novembro registrar, nada menos, que 292 homicídios no Ceará, dezembro também começou violento. Nos seis primeiros dias do último mês do ano, 56 pessoas foram assassinadas no Estado, numa média de 9,3 casos por dia. As estatísticas tendem a registrar em 2016 cerca de 3.500 homicídios. Entre janeiro e novembro, já são 3.204.

No mês de novembro, foram registrados 97 assassinatos em Fortaleza, 57 na Região Metropolitana, 86 no Interior Sul e mais 52 crimes no Interior Norte, totalizando, portanto, 292 homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte) e lesões corporais seguidas de morte, delitos denominados pelas autoridades como Crimes Violentos, Letais e Intencionais, os CVLIs.

Na tentativa de reduzir o impacto das estatísticas, o Governo do Estado do Ceará deixa de contabilizar a sua estatística os casos em que pessoas são assassinadas dentro das unidades do Sistema Penitenciário, isto é, crimes de mortes ocorridos nos presídios, penitenciárias e cadeias públicas. Neste ano, já são 49 casos.

Também ficam de fora da estatística oficial do Ceará os casos de mortes decorridas de intervenção policial, ou seja, pessoas mortas em confronto com a Polícia. Neste ano já são 88 casos registrados em todo o estado.

Pacto quebrado

Entre os meses de janeiro e agosto, os números de assassinatos na Capital cearense revelaram uma queda, fruto de um pacto firmado entre as facções criminosas que dominam o tráfico de drogas  em diversas comunidades periféricas da cidade. No entanto, em setembro, esta trégua foi quebrada e as execuções sumárias voltaram a atormentar moradores de diversos bairros, deixando um rastro de sangue nas ruas e dor nas famílias das vítimas.

A Barra do Ceará, na zona Oeste de Fortaleza, é um exemplo disso. Depois de um longo período de trégua entre as facções criminosas do Gueto e do Morro de São Tiago, as duas quadrilhas entraram novamente em “guerra” pelo controle da venda de drogas na área e os tiroteios e mortes voltaram a ser registrados, conforme admite a própria Polícia.  

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