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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2018

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Atualizado em 20/7/2018  

Protesto contra a violência esbarra em grades de ferro colocadas em volta do Palácio da Abolição

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A Polícia Militar usou grandes de ferro para barrar a presença de centenas de manifestantes na porta do Palácio da Abolição, na noite desta terça-feira (8). A manifestação havia sido organizada por amigos e familiares de pessoas vítimas da violência sem controle que domina o estado. A Casa Militar reforçou a segurança no perímetro do Palácio e impediu a aproximação dos cidadãos .

O protesto reuniu uma multidão que partiu de vários pontos da Capital, desde a Avenida Washington Soares, próximo ao Centro de Eventos do Ceará, no bairro Água Fria, à Aldeota. À pé, de carro e mesmo de bicicleta, os cidadãos foram às ruas exigir do governo medidas eficazes que possam barrar a matança nas ruas, fato que já deixou mais de 1.800 pessoas mortas no Ceará em menos de cinco meses. A matança é “turbinada” pela guerra entre facções criminosas.

Com faixas, cartazes e alguns até vestindo fantasia de palhaço, os manifestantes marcharam em direção ao Palácio da Abolição por volta de 19 horas, mas ao chegar na Avenida Barão de Studart, a passeata, mesmo sendo pacífica, encontrou o trecho fechado com barreiras metálicas, impedindo que houvesse uma aproximação à sede do governo.

Mesmo com as restrições, os manifestantes mostraram a indignação da população diante dos trágicos números da violência no Ceará, com cidadãos mortos em assaltos, como o caso da universitária Cecília Rachel Gonçalves Moura e o empresário e desportista Roberto Mamede Studart Soares; e a matança decorrente da guerra entre facções que também mata inocentes, como o humorista Francisco Fonseca Neto, o “Fonsequinha”.

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