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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

4.274 em 14/11/2018  

Moradores da Serrinha tentam incendiar ônibus após avó e neta serem baleadas em ação da PM. Corporação nega

Serrinha foto

O tumulto ocorreu na Praça da Cruz Grande, na Avenida Doutor Silas Munguba, na noite passada

VEJA VÍDEO DO CASO:

Tiros, fogos, tentativa de ataque e incêndio a ônibus e população revoltada. Este foi o cenário registrado na noite desta segunda-feira (25) no bairro Serrinha, na zona Sul de Fortaleza. A Polícia Militar mobilizou várias patrulhas de diversos batalhões para conter a fúria dos moradores. Eles protestavam afirmando que uma mulher idosa e sua neta haviam sido baleadas em mais uma ação desastrosa da PM. A corporação nega.

O tumulto se estendeu pelas ruas no entorno da Praça da Cruz Grande, na Avenida Doutor Silas Munguba e que já se tornou conhecida como ponto de vandalismo e confrontos entre torcidas organizadas após os clássicos entre Fortaleza e Ceará, na Arena Castelão. No entanto, o tumulto desta segunda-feira teve outra motivação.

Segundo os moradores, uma patrulha da Força Tática teria invadido a comunidade e trocado tiros com bandidos, resultando em ferimentos à bala numa idosa e sua neta, uma criança de 5 anos. As duas foram socorridas para o Instituto Doutor José Frota (UJF-Centro). Depois disso, um grupo de moradores teria iniciado um protesto. Primeiro, soltando fogos e, em seguida, se dirigido à avenida na tentativa de parar e incendiar um ônibus.

PM nega

Patrulhas do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e do Policiamento Ostensivo Geral (POG) foram acionadas para conter os revoltosos, ocasião em que mais tiros foram disparados. Em vídeos postados nas redes sociais e em aplicativos de celular foi possível observar a intensidade do protesto e a sequência de tiros e o tumulto na praça e na avenida.

A Polícia Militar informou que foi acionada somente para conter pessoas que tentavam incendiar um ônibus. Já a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda não se manifestou sobre o episódio. O IJF-Centro não informou o estado de saúde da criança e de sua avó.

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