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4.617 em 13/12/2018  

Manifestação contra corrupção e pelo impeachment da Presidente Dilma reúne milhares de pessoas em Fortaleza

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Uma multidão, vestida de verde e amarelo, invadiu a Avenida Desembargador Moreira ao meio-dia. Segundo a organização do evento, havia 22 mil pessoas no protesto FOTOS: Fernando Ribeiro

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A aglomeração de manifestantes começou de forma tímida, mas logo ganhou corpo da Praça Portugal, obrigando os agentes da AMC a bloquear a área

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Um trio elétrico "puxou" a manifestação. Durante a caminhada em direção à Beira-Mar, foi entoado o Hino Nacional Brasileiro, além de muitos gritos de guerra como "Fora Dilma!, Fora PT!" 

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Imagem feita pela tripulação do helicóptero da Ciopaer  mostra a imensa quantidade de pessoas se concentrando na Praça Portugal antes da passeata

Faixas, cartazes, apitos, buzinas, nariz de palhaço, fogos, mãozinhas, lenços, bandeiras, bandanas, camisetas, megafones, trios elétricos e tinta verde e amarela no rosto. Foi com esses acessórios e equipamentos que cerca de 22 mil pessoas saíram às ruas na manhã deste domingo (15), em Fortaleza, para protestar contra a corrupção no governo e na política brasileiros, em defesa da Petrobras, por reforma política e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e saída do PT do governo.

O protesto começou tímido. Era por volta de 8 horas e apenas algumas pessoas se concentravam na Praça Portugal, na confluência das avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira, no bairro Aldeota. Porém, já perto das 10 horas, o movimento começou a aumentar e centenas de pessoas se concentraram na frente e de um dos dois trios elétricos contratados pela organização, sendo, então, necessário que os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) bloqueassem a área, desviando o trânsito para ruas paralelas.

A Polícia Militar montou uma operação para assegurar a tranqüilidade dos manifestantes. Patrulhas dos batalhões BPRaio e BPChoque passaram a circular pelas vias no entorno da Praça Portugal e ruas próximas. O próprio comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), major Alexandre Ávila, esteve à frente da tropa, assim como o tenente-coronel Furtado, do Comando do Policiamento Especializado (CPE);  e o tenente-coronel Cláudio Mendonça, do Comando do Policiamento da Capital (CPC).

Criatividade

Enquanto no alto de um trio elétrico os organizadores da manifestação faziam discursos, na praça e ruas próximas, um festival de criatividade foi mostrado por centenas de pessoas, a maioria vestida de camisetas verde e amarela. Em um dos cartazes, um homem dizia que “quem era para morrer era a Dilma, e não o cantor Genival Santos”.

Um grupo de artistas apareceu na praça com várias faixas. Em uma delas, se lia: “Nós palhaços, cansamos de tanta corrupção. Fora Dilma, fora PT”. Muitas crianças e jovens seguiram seus pais do ato que contou com a participação de várias representações de classe, como a dos médicos cearenses.

O protesto ganhou corpo já por volta do meio-dia, quando, para surpresa da Polícia, a organização decidiu realizar uma marcha pelas ruas da Capital. Depois de entoar o Hino Nacional Brasileiro, a multidão saiu da Praça Portugal e seguiu em passeata pela Avenida Desembargador Moreira em direção à Beira Mar. Só então, foi possível se perceber a imensa quantidade de participantes do ato.

O trânsito ficou bloqueado por cerca de 40 minutos no cruzamento das avenidas Desembargador Moreira e Abolição, em frente ao Clube Náutico Atlético Cearense.

Com o engarrafamento formado, muitos motoristas decidiram fazer o retorno naquele cruzamento e buscar ruas paralelas para conseguir prosseguir em suas viagens, inclusive vários coletivos que trafegavam em direção ao Centro da Capital.

Até por volta do meio-dia e meio o protesto seguia sem incidentes, segundo os oficiais que comandavam a operação. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) acompanhou e filmou toda a manifestação. As imagens, em tempo real, eram transmitidas para o Centro Integrado de Comando e Controle Local (CICCL) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), uma espécie de gabinete de gerenciamento de crises.  Apenas poucas detenções ocorreram, mas os suspeitos foram logo liberados depois de passarem por revista e identificação.

Por medida de segurança, vários prédios públicos da Capital tiveram seus acessos bloqueados, como o Palácio da Abolição, sede do Governo Estadual, onde a Avenida Barão de Studart foi interditada com grades de ferro e a guarda da Casa Militar montou uma vigilância, inclusive com a presença de viaturas do Corpo de Bombeiros Militar.

Já a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) reforçou a segurança no Paço Municipal e noutros equipamentos públicos.

Veja mais imagens do protesto em Fortaleza:

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