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Jornalistas sofrem atentado de manifestantes em Fortaleza. Carro de reportagem ficou destruído

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Uma equipe de reportagem da TV Cidade foi vítima de violência extrema na tarde desta quinta-feira em Fortaleza. Os profissionais da emissora de TV (afiliada da Rede Record de Televisão) estavam fazendo uma reportagem na sede da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, na Avenida do Imperador, Centro, quando um grupo estimado em mais de 100 pessoas, promovia protestos nas ruas da Capital.

Os blackblocs vinham provocando depredações e tumultos nas ruas do bairro Benfica e se dirigiam ao Centro, quando perceberam a presença dos jornalistas. Resolveram, então, atacar os profissionais que naquele momento estavam saindo da sede da associação (haviam ido fazer uma reportagem especial sobre a morte de um PM e os casos de mais dois policiais baleados em assaltos nos últimos dois dias em Fortaleza).

Os vândalos utilizaram pedras, pedaços de pau, metais e pneus para atacar os jornalistas, que foram socorridos pelos policiais que estavam sendo atendidos em sua associação. Ainda assim, o cinegrafista sofreu várias lesões, inclusive um profundo golpe no pé esquerdo e também ferimentos nos braços. A reporter foi salva porque correu de volta à sala da presidencia da entidade. O motorista e auxiliar também ficou ferido e disse que, "por pouco, não fui morto por eles".

Repelidos da sede da associação, os blackblocs destruíram totalmente o carro de reportagem da TV Cidade que estava parado ali próximo. Quatro patrulhas do Comando Tático Motorizado (Cotam) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), sob o comando do capitão Vasconcelos e do tenente Paulo César, chegaram a tempo de impedir que os vândalos incendiassem o que sobrou do carro de reportagem. Um pneu já havia sido colocado sobre os destroços do automóvel.

Com a chegada da Tropa de Choque, os saqueadores tentaram fugir e se dispersaram. Mesmo assim, 26 deles (nove adultos e 17 adolescentes) foram detidos ainda com as armas do crime, pedras, paus e outros objetos. O delegado seccional da Área Integrada de Segurança Um (AIS 1), e titular do 34º DP (Centro), Romério Moreira de Almeida, compareceu ao local e determinou que os suspeitos fossem todos conduzidos ao plantão da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde o caso está sendo apurado.

A violência sofrida pelos profissionais de Imprensa revela a fúria, irresponsabilidade e agressividade dos grupos que vêm organizando manifestações de rua em Fortaleza, e põe em xeque a segurança do trabalho dos jornalistas, que agora se tornaram alvo dos baderneiros de plantão. Isso é só um prenúncio do que poderá acontecer nas manifestações previstas para a Copa do Mundo da Fifa, no próximo mês.

Ainda no ano passado, semelhante ato de violência foi praticado por manifestantes contra uma equipe da TV Diário e um carro de reportagem da emissora foi destruído através de incêndio durante uma manifestação nas vias de acesso à Arena Castelão. O fato ocorreu no dia da partida BrasilxMécico pela Copa das Confederações.

O ato de violência aconteceu exatamente um dia após a Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão  (Acert) ter realizado uam reunião com representantes de vários veículos de comunicação locais para debater iniciativas preventivas a serem tomadas pelas referidas empresas duante a cobertura da Copa. Segundo o que ficou estabelecido no encontro, repórteres, locutores, repórteres-fotográficos, cinegrafistas, motoristas e auxiliares, estarão vulneráveis a atos de violência por conta das manifestações.

Diante disso, os profissionais deverão passar por treinamento e, paralelamente, será elaborado um manual de conduta para os jornalistas a fim de protegê-los da violência. "É uma questão de responsabilidade nossa, dos veículos, de assumirem essa formação para as situações de risco", afirmou a jornalista Carmem Lúcia Dummar, presidente da entidade. Menos de 24 horas depois disso, por pouco três profissionais de Imprensa não foram massacrados nas ruas de Fortaleza.

Comentários   

 
0 #1 Fernando Barbosa 22-05-2014 20:35
Agressão a trabalhador não é certo, principalmente quando praticado por gente que diz estar lutando por um sociedade mais justa e melhor. Os colegas sequer estavam na cobertura do evento.
É preciso que as autoridades passem a tratar casos desse tipo como crime e não com um simples caso de vandalismo. Os ataques não se restringem aos jornalistas. Comerciantes e comerciários são, na minha opinião, as principais vítimas desses BANDIDOS, pois são obrigados a deixarem os estabelecimento s fechados e, mesmo assim, acabam depredados..
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