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Manifestação no Porto do Pecém deixa três PMs intoxicados e causa danos ao 'Caveirão' da Tropa de Choque da PM

Três policiais militares, destacados na Companhia de Controle de Distúrbios Civis (CDC), do Batalhão de Polícia de Chque (BPChoque), deram entrada, nesta manhã de terça-feira (24), no Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro), com sintomas de intoxicação por gases. Os militares estavam de serviço e participavam de uma barreira de contenção durante uma manifestação de trabalhadores do Porto do Pecém, no Município de  São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (55Km da Capital).

Depois de bloquear a BR-222, causando transtornos aos motoristas, os trabalhadores foram repelidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF)  e decidiram retornar para a área do Porto do Pecém. Em seguida, montaram barricadas na entrada da ZPE, colocando fogo em pneus para impedir a aproximação da Tropa de Choque.  Os PMs não recuaram e a tropa avançou em direção às barricadas com a utilização do caminhão anti-tumulto. No entanto, o fogo acabou atingindo o blindado. Um grupo de policiais que estava no interior do veículo tentou desembarcar, mas as portas hidráulicas não funcionaram. Os militares, então, tiveram que sair através de uma escotilha localizada no teto do 'Caveirão'. Três deles inalaram fumaça da queima dos pneus e sofreram intoxicação. Os PMs foram socorridos e trazidos para Fortaleza em dois helicópteros da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

Conforme o chefe do Comando de Policiamento Especializado (BPE), coronel PM José Maria Barbosa Soares, em contato com o blogdofernandoribeiro.com.br, os três militares foram medicados e já liberados. O protesto dos trabalhadores terminou no começo da tarde.

Já em Fortaleza, outras duas companhias do BPChoque, o Comando Tático Motorizado (Cotam) e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram mobilizadas para acompanhar outro protesto. Desta vez, de trabalhadores da construção civil, que percorreram várias ruas e avenidas dos bairros Aldeota, Meireles e tentaram seguir em direção à Avenida Beira-Mar, mas foram impedidos, pois se aproximavam do hotel onde está hospedada a delegação da Costa do Marfim. O trânsito ficou complicado na área até a dispersão dos manifestantes. Não houve confronto com a Tropa de Choque. Outra parte dos trabalhadores causou transtornos também na Avenida Governador Raul Barbosa, no bairro Aerolândia, uma das vias de acesso à Arena Castelão, no começo desta tarde.

Segundo o coronel Soares, o BPChoque vai manter a segurança nas vias de acesso ao Castelão nesta tarde, para garantir o acesso de torcedores que vão assistir a partida Grécia x Costa do Marfim. Barreiras de contenção (linhas de policiais) já foram estabelecidas para impedir eventuais manifestações que tentem tumultuar a passagens dos torcedores e dos veículos oficiais e das delegações.  

Secretaria da Segurança Pública determina abertura de inquérito contra manifestantes que provocarem depredações e agressões nas ruas de Fortaleza

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) recomendou à Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC) a abertura de investigações sobre crimes diversos praticados durante manifestações nas ruas e avenidas da Capital. Um delegado já foi nomeado para apurar cada um dos casos.

Uma importante ferramenta eletrônica vai ajudar na identificação dos suspeitos. São imagens dos atos ilícitos, gravados por câmeras da própria SSPDS, do sistema de monitoramento do trânsito (CTAFOR), de imóveis públicos e privados localizados nas áreas onde os crimes ocorreram, e até mesmo imagens captadas pela Imprensa local e pelos setores de Inteligência da Segurança.

Com a identificação dos vândalos e agressores, estes deverão ser indiciados em inquérito policial de acordo com o delito praticado, desde danos materiais aos patrimônios públicos e privados, lesões corporais (nos casos de agressões físicas), incitação à violência, desacato à autoridade, resistência à prisão, uso ilegal de explosivos e outros artefatos, até crimes mais graves, como atentado ao direito do trabalho, incitação à violência e violação ao direito constitucional de ir e vir (com bloqueio de vias e outros equipamentos públicos, como terminais do transporte coletivo).

Um desses episódios ocorreu há cerca de duas semanas, quando estudantes da rede de ensino publico e blacksblocs partiram violentamente contra uma equipe de jornalistas em Fortaleza. Os profissionais de Imprensa foram surpreendidos quando deixavam as dependências de uma entidade associativa de policiais militares, no Centro da Capital, e foram agredidos. Um deles sofreu lesões. Já o veículo da emissora (TV Cidade) foi destruído com pedradas, pauladas e, por pouco, não foi também incendiado.

Os inquéritos deverão ser instaurados através da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Administração e a Fé Pública. Investigações já estão estão em andamento, embora que na fase inicial.

Secretaria de Segurança Pública do Ceará reaparelha aTropa de Choque da PM para enfrentar manifestantes na Copa do Mundo

A Polícia Militar está se reaparelhando para atuar com eficiência e segurança nos episódios de manifestações de rua em Fortaleza. Esse reaparelhamento inclui a aquisição de equipamentos de proteção individual dos policiais que estarão frente à frente com os blackblocs e outros tipos de arruaceiros que prometem tumultuar os dias de Copa do Mundo, em Fortaleza, a partir da próxima semana; a tropa do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Entre os equipamentos adquiridos para o efetivo, estão capacetes balísticos e anti-tumulto.

Ainda no começo do ano, através de convênio do Estado com a União, foram adquiridos os artefatos necessários para dispersar os manifestantes e sustar os chamados distúrbios públicos. São granadas de gás lacrimogênio, bombas do tipo luz-e-som, e de efeito moral, além de munição de impacto progressivo e/ou controlado, como balas de borracha. Material desse tipo foi destinado pelo Ministério da Justiça, através da sua Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, às PMs de todos os Estados que enfrentarão eventuais protestos durante a realiazação do Mundial de futebol da Fifa.

No Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE), edição do dia 30/05/2014, estão publicados notas sobre contratos firmados entre a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e duas empresas da área de segurança, para o fornecimento dos capacetes (balísticos e anti-tumultos). Um dos deles tem o valor  de R$ 315 mil com a empresa Inbraterrestre  Indústria e Comércio de Materiais de Segurança Ltda. (CNPJ número 12.887.936/0001-65). O segundo, mais modesto, com o valor de R$ 137,9 mil com a empresa Filizzola e Companhia Limitada (CNPJ número  61.182.424/001-09). Somados, os valores somente com a compra dos capacetes, chegam a R$ 452.960,00. O número de equipamentos adquiridos não foi revelado.

Durante os últimos cinco meses, a PM cearense tem preparado sua tropa de Choque para os possíveis embates nas ruas e grandes avenidas de Fortaleza durante a Copa. Avaliações foram feitas pelos oficiais com base nos episódios da Copa das Confederações, em 2013, para evitar erros, desperdício de material e de como melhor dotar e proteger os efetivos militares, tornando mais eficientes as barreiras de contenção dos manifestantes.

Sob o comando do coronel PM José Maria Barbosa Soares, chefe do Comando do Policiamento Especializado (CPE), os efetivos dos batalhões de Polícia de Choque (BPChoque), de Policiamento de Eventos (BPE), de Policiamento Turístico (BPTur) e de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), além da Cavalaria, fizeram duros e prolongados treinamentos de capacitação na área de Controle de Distúrbios Civis (CDC), semanas a fio, e estão, segundo a Corporação, preparados para assegurar os eventos esportivos e correlatos (com as Fanfest), permitindo o acesso de delegações, autoridades e  torcedores à Arena Castelão e aos demais locais onde ocorrerão eventos do Mundial.  (Falaremos neste blog sobre o esquema completo da segurança da Copa, em Fortaleza, na próxima semana).

Centro de comando de segurança da Copa será instalado amanhã

rondaO governador Cid Gomes e o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado federal Servilho de Paiva, vão inaugurar nesta sexta-feira (30), a central de comando que vai gerir toda a segurança da Copa do Mundo em Fortaleza. Trata-se do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que está instalado em uma sala especial nas dependências da própria sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na Avenida Bezerra de Menezes, bairro São Gerardo.

Do local serão emanadas todas as diretrizes  a serem executadas pelo aparato que vai estar nas ruas e na Arena Castelão. Poderosas câmeras instaladas no estádio e seu entorno, na zona hoteleira da orla marítima de Fortaleza e na área do Aterro da Praia de Iracema, onde será realizada a Fanfest, vão permitir que os comandantes do CICCR intervenham imediatamente em casos de algum incidente que cause tumulto de pequeno porte ou mesmo em  fatos mais graves como manifestações violentas, crimes como assaltos e 'arrastões' ou até atentado terrorista e grandes acidentes.

Além das câmeras fixadas extraordinariamente nestes locais de concentração de torcedores e delegações, haverá equipamentos semelhantes instalados nos helicópteros da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e em duas carretas que ficarão estacionadas em pontos estratégicos, os chamados Centros Integrados de Comando e Controle Locais (CICCL).

Os equipamentos são dotados de tecnologia de ponta, com câmeras que permitem visão noturna e altíssima qualidade de imagens captadas até três mil metros de distância. Já  as câmeras especiais acopladas aos helicópteros 'Fênix' da Ciopaer também auxiliarão as equipes terrestres de escolta (do Exército, Polícia Rodoviária Federal e do BPRaio) que atuarão como batedores dos ônibus que transportarão as delegações e dos veículos oficiais que servirão às autoridades locais, nacionais, representações diplomáticas, além do comando da Fifa.

A sala onde vai funcionar o CICCR é dotada de um telão que aproximadamente três metros de largura e nele poderão ser observadas simultaneamente também as imagens captadas por cerca de cem câmeras do sistema de vigilância da própria SSPDS e outras da Guarda Municipal e da AMC. Assim, as autoridades terão a seu dispor imagens em tempo real (on-line)de praticamente toda a Capital cearense e poderão observar, direcionar e redimensionar todo o aparato de homens e viaturas dispostos nas vias.

DECISÕES

O Comando da 'Operação Copa 2014' estará nas mãos de três autoridades locais, o próprio secretário da Segurança Pública, o comandante da Décima Região Militar (Forças Armadas) e o superintendente regional da Polícia Federal. Aos três caberá a tarefa de tomar as principais decisões quanto à segurança do Estado, inclusive se houver necessidade de mobilização do efetivo de três mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica que, desde o último dia 16, está aquartelado em Fortaleza, sob regime de pronto-emprego como tropa de reserva (contingenciamento). Em eventual protesto violento e de grandes dimensões, o efetivo federal pode ser acionado para auxiliar a PM, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e  Força Nacional de Segurança (FNS). Carros blindados, helicópteros, ônibus, caminhões de transporte de tropas (TPs), jipes, motocicletas e ambulâncias estão também já estão à disposição dos militares para mobilização rápida para qualquer ponto do Ceará em caso de necessidade.  

 

INAUGURAÇÕES

 

Além da instalação do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), o governador Cid Gomes deverá também inaugurar amanhã a nova estrutura da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e fará a entrega de mais viaturas para as polícias Civil e Militar.

Jornalistas sofrem atentado de manifestantes em Fortaleza. Carro de reportagem ficou destruído

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Uma equipe de reportagem da TV Cidade foi vítima de violência extrema na tarde desta quinta-feira em Fortaleza. Os profissionais da emissora de TV (afiliada da Rede Record de Televisão) estavam fazendo uma reportagem na sede da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, na Avenida do Imperador, Centro, quando um grupo estimado em mais de 100 pessoas, promovia protestos nas ruas da Capital.

Os blackblocs vinham provocando depredações e tumultos nas ruas do bairro Benfica e se dirigiam ao Centro, quando perceberam a presença dos jornalistas. Resolveram, então, atacar os profissionais que naquele momento estavam saindo da sede da associação (haviam ido fazer uma reportagem especial sobre a morte de um PM e os casos de mais dois policiais baleados em assaltos nos últimos dois dias em Fortaleza).

Os vândalos utilizaram pedras, pedaços de pau, metais e pneus para atacar os jornalistas, que foram socorridos pelos policiais que estavam sendo atendidos em sua associação. Ainda assim, o cinegrafista sofreu várias lesões, inclusive um profundo golpe no pé esquerdo e também ferimentos nos braços. A reporter foi salva porque correu de volta à sala da presidencia da entidade. O motorista e auxiliar também ficou ferido e disse que, "por pouco, não fui morto por eles".

Repelidos da sede da associação, os blackblocs destruíram totalmente o carro de reportagem da TV Cidade que estava parado ali próximo. Quatro patrulhas do Comando Tático Motorizado (Cotam) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), sob o comando do capitão Vasconcelos e do tenente Paulo César, chegaram a tempo de impedir que os vândalos incendiassem o que sobrou do carro de reportagem. Um pneu já havia sido colocado sobre os destroços do automóvel.

Com a chegada da Tropa de Choque, os saqueadores tentaram fugir e se dispersaram. Mesmo assim, 26 deles (nove adultos e 17 adolescentes) foram detidos ainda com as armas do crime, pedras, paus e outros objetos. O delegado seccional da Área Integrada de Segurança Um (AIS 1), e titular do 34º DP (Centro), Romério Moreira de Almeida, compareceu ao local e determinou que os suspeitos fossem todos conduzidos ao plantão da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde o caso está sendo apurado.

A violência sofrida pelos profissionais de Imprensa revela a fúria, irresponsabilidade e agressividade dos grupos que vêm organizando manifestações de rua em Fortaleza, e põe em xeque a segurança do trabalho dos jornalistas, que agora se tornaram alvo dos baderneiros de plantão. Isso é só um prenúncio do que poderá acontecer nas manifestações previstas para a Copa do Mundo da Fifa, no próximo mês.

Ainda no ano passado, semelhante ato de violência foi praticado por manifestantes contra uma equipe da TV Diário e um carro de reportagem da emissora foi destruído através de incêndio durante uma manifestação nas vias de acesso à Arena Castelão. O fato ocorreu no dia da partida BrasilxMécico pela Copa das Confederações.

O ato de violência aconteceu exatamente um dia após a Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão  (Acert) ter realizado uam reunião com representantes de vários veículos de comunicação locais para debater iniciativas preventivas a serem tomadas pelas referidas empresas duante a cobertura da Copa. Segundo o que ficou estabelecido no encontro, repórteres, locutores, repórteres-fotográficos, cinegrafistas, motoristas e auxiliares, estarão vulneráveis a atos de violência por conta das manifestações.

Diante disso, os profissionais deverão passar por treinamento e, paralelamente, será elaborado um manual de conduta para os jornalistas a fim de protegê-los da violência. "É uma questão de responsabilidade nossa, dos veículos, de assumirem essa formação para as situações de risco", afirmou a jornalista Carmem Lúcia Dummar, presidente da entidade. Menos de 24 horas depois disso, por pouco três profissionais de Imprensa não foram massacrados nas ruas de Fortaleza.