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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2018

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Atualizado em 15/6/2018  

Número de presos em liberdade com tornozeleiras eletrônicas vai dobrar no Ceará até dezembro

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Até o fim do ano, cerca de mil detentos que hoje se encontram no Sistema Penal cearense deverão ser colocados em liberdade com o uso de tornozeleiras eletrônicas, equipamento que rastreia os passos da pessoa durante 24 horas.

Esta é uma das “saídas” encontradas pela Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania (Sejus) no intuito de amenizar o gravíssimo quadro de superlotação dos presídios, cadeias públicas e penitenciárias cearenses.  Segundo a Justiça, são presos que passarão a cumprir pena em regime domiciliar já que cumpriram mais da metade de suas penas e são considerados de bom comportamento, além de não terem praticados crimes considerados hediondos.

Atualmente, segundo a Sejus, são cerca de 450 presos nesta situação, isto é, que são monitorados 24 horas pela própria secretaria. Através de um sistema análogo ao de rastreamento das viaturas policiais, os presos com tornozeleiras não podem  deixar a área geográfica previamente delimitada pela Justiça. Caso façam isso, imediatamente um alarme é disparado na sede da Sejus e a Polícia acionada para ir ao local onde o preso se encontra.

Para o titular da Vara das Execuções Penais e de Corregedoria dos Presídios, juiz Luís Bessa, a medida visa atender a situações consideradas “excepcionais”, e que visem reduzir a grave situação de cadeias abarrotadas de detentos.

Ainda de acordo com a Sejus, além de serem monitorados eletronicamente, os presos em tal situação podem também receber visitas inesperadas do Grupo de Custódia na própria Sejus, que fazem uma fiscalização do cumprimento da pena.

Tráfico e mortes

Mas na semana passada, um detento que usava  tornozeleira  eletrônica foi preso em flagrante pela Polícia Militar, na periferia de Fortaleza, quando comandava o tráfico de drogas de dentro de sua própria residência. Em situações assim, a Justiça revoga o benefício da prisão domiciliar e o preso retorna ao Sistema Penal, além de responder pelo novo crime praticado.

Também nas últimas semanas, Leo menos dois ex-presidiários que estavam sendo vigiados por tornozeleiras eletrônicas acabaram sendo assassinados na Capital. 

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