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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.274 em 14/12/2019  

À cada cinco dias ocorre uma rebelião ou fuga nos Centros que abrigam menores infratores na Grande Fortaleza

adolescente preso

Os centros de encarceramento e ressocialização de adolescentes em conflito com a lei localizados em Fortaleza e sua Região metropolitana continuam em um quadro de superlotação  e violência. No último motim ocorrido nesta sexta-feira (29), pelo menos, um policial militar e três internos ficaram feridos. Em média, à cada cinco dias ocorre nestes estabelecimentos uma tentativa de fuga ou rebelião.

O mais recente episódio de violência aconteceu na tarde  da sexta-feira nas dependências do Presídio Militar, localizado no Município de Aquiraz. A unidade do Sistema Penal que foi construída para abrigar policiais militares condenados ou presos à espera de julgamento, foi transformada, de forma emergencial e improvisada, em centro educacional para menores infratores.

O local está abrigando cerca de 100 menores e as condições de alojamento são precárias. Na rebelião ocorrida ontem, os menores internados queimaram colchões e derrubaram grades das celas e pavilhões para chamar a atenção das autoridades diante do clima de insatisfação.

Foi mais uma vez necessária a intervenção da tropa do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) da PM para conter o ânimo dos adolescentes amotinados. Na confusão que se estabeleceu ali, um PM e três menores ficaram feridos, embora sem gravidade.

No ano passado, cerca de 85 rebeliões nestes centros foram registradas, deixando algumas unidades completamente destruídas como os centros Patativa do Assaré (no bairro Ancuri), São Francisco e Passaré (ambos no bairro Passaré).  A solução encontrada pelo governo foi transferir os menores para outros locais, entre eles, o Presídio Militar, em Aquiraz. 

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