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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.274 em 14/12/2019  

Ameaças do PCC teriam levado Camilo Santana a desistir de bloquear celulares nos presídios da Grande Fortaleza

Camilo Santana 1

Camilo Santana teria sido alertado do perigo pelo secretário da Justiça

O uso de celulares dentro dos presídios cearenses levantou uma nova polêmica envolvendo o governador Camilo Santana (PT). Por recomendação do secretário de Justiça e Cidadania, Hélio Leitão, Santana estaria propenso a desistir de instalar os aparelhos nas cadeias, por temer a reação violenta da facção criminosa  Primeiro Comando da Capital (PCC), que hoje domina as penitenciárias e Casas de Privação Provisória da Liberdade, as CPPLs.

Camilo teria ordenado o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa com o objetivo de ser implantado um sistema de bloqueio de sinal de telefona móvel (celulares) nas unidades do Sistema Penal, principalmente naqueles situados nos Municípios de Itaitinga, Aquiraz, Caucaia e Pacatuba, todos na Região Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e onde estão instaladas cinco CPPLs e uma penitenciária.

No entanto, Leitão teria advertido o governador sobre os riscos de uma violenta reação do PCC caso os bloqueadores fossem instalados. Os bandidos teriam ameaçado uma retaliação sangrenta nas ruas da Capital, principalmente, como a queima de ônibus, “arrastões” e até chacinas caso esta medida venha a se concretizar.

Já aconteceu

No ano passado, o mesmo tipo de atitude aconteceu em Fortaleza,  quando os detentos resolveram denunciar maus-tratos sofridos nas cadeias. Vários coletivos foram incendiados na cidade, num desafio à pasta da Segurança Pública. Um membro do PCC acabou preso.

Conforme os informes, a instalação dos equipamentos iria causar a ira dos chefes locais da facção criminosa e o secretário Leitão teria advertido Camilo Santana de que a própria segurança pessoal do chefe do executivo e de seus familiares ficaria em situação de risco.

Desde a semana passada o assunto domina a Imprensa local, mas o governo do Estado não se pronuncia sobre o caso, seguindo orientação do Palácio da Abolição. Delegados da Polícia Civil e oficiais da PM teriam recebido ordens superiores para também não se pronunciar a respeito. 

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