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Armas e drogas são localizadas durante varredura feita pela tropa do Batalhão de Choque na CPPL 3

CPPL 3

Presos foram retirados das celas enquanto a PM fazia revistas em busca de armas e drogas

CPPL 3 2

Policiais da Companhia de Controle de Distúrbios Civis/CDC, do BPChoque, foram mobilizados 

A tropa do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) realizou nesta terça-feira (21) uma varredura na Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL 3, integrante do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Uma representante do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará acompanhou a ação policial. Armas, drogas e outros objetos ilícitos foram apreendidos nas celas e galerias.

Esta foi a primeira vez que a ação da Polícia Militar teve que ser acompanhada por um representante da Justiça ou dos demais órgãos que compõem o Conselho Penitenciário do Estado, seguindo determinação judicial. Apesar de um clima de tensão no início, a operação ocorreu de forma tranqüila.

Perigosos

Hoje, a CPPL 3 é considerada a unidade prisional da Grande Fortaleza onde o clima é o mais tenso, devido a presença de bandidos pertencentes à facções criminosas e detentos considerados de altíssima periculosidade. Ali estariam assaltantes, traficantes, seqüestradores e homicidas integrantes do grupo criminoso PCC.

Na semana passada, uma ameaça de rebelião foi contida pelas autoridades. Antes, uma tentativa de resgate de vários presos terminou em troca de tiros entre bandidos, policiais militares e agentes penitenciários, resultando na morte de um delinqüente que integrava o grupo que planejaram resgatr seus comparsas presos.

O estado do ceará conta, atualmente, com cerca de 26 mil presidiários e um déficit de vagas muito alto – cerca de 6 mil vagas – o que provoca uma superlotação e constante ameaça de rebeliões, fugas e confrontos de quadrilhas.

Em dezembro, a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), responsável pela administração penal, realizou uma série de transferências para separar os integrantes das facções e evitar massacre como ocorreu nos estados de Roraima e Rio Grande do Norte. 

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