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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 15/12/2017  

Estado processa agentes penitenciários que participaram da greve e acusa servidores de incitar rebeliões com mortes

Agentes em greve

A greve dos agentes, em maio do ano passado, culminou na rebelião em várias cadeias da RMF

Oito agentes penitenciários do Ceará correm o risco de perderem seus cargos e serem  expulsos do serviço público. Eles estão sendo investigados pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) por envolvimento na greve que a categoria realizou em maio do ano passado. Os agentes, conforme a denúncia, teriam contribuído para a eclosão de rebeliões nos presídios que deixaram 18 mortos, muita destruição e centenas de fugas.

Na tarde da próxima segunda-feira (13),  os oito agentes deverão ser interrogados na CGD por conta da abertura naquele órgão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), cuja instauração já foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). A investigação é presidida por um delegado da Polícia Civil e pode resultar na expulsão dos servidores.

Nomes

São investigados os seguintes agentes penitenciários: Bentimilo de Oliveira Pedrosa, Carlos Eduardo de Brito, Daniel Mendes de Almeida, Francisco Alex de Araújo, Francisco Valtemir Alves, Joélia Silveira Lins, Rafael Magno da Silva Pinto e  Valdemiro Barbosa Lima Júnior, este último, então presidente do sindicato da categoria.

Conforme a CGD, a abertura do processo disciplinar deveu-se à conduta dos agentes durante a greve deflagrada pela categoria entre os dias 20 e 21 de maio de 2016, que resultou na maior rebelião já registrada na história do Sistema Penitenciário do Ceará. Simultaneamente, as facções criminosas deflagraram motins e fugas em várias Casas de Privação Provisória da Liberdade, as CPPLs, em Itaitinga, Aquiraz e Caucaia. Houve confrontos dentro e fora das cadeias, destruição  de celas e assassinatos cruéis. Alguns presos foram queimados vivos, as cenas gravadas em celulares e postadas nas redes sociais. O fato ganhou repercussão nacional.

Conforme a CGD, “mesmo com a decisão judicial determinando o fim da greve, por esta ser ilegal, integrantes do comando de greve continuaram com o movimento paredista, proibindo a entrada (nos presídios) de servidores que não tinham aderido à greve, de policiais militares e de visitas aos internos, o que contribuiu, sobremaneira, para que houvesse as rebeliões, mortes, destruição das instalações prisionais e fugas”. E mais: “Teriam incentivado os familiares dos presidiários a danificarem o patrimônio público com a notícia de que não haveria visitas”.

Categoria nega

A categoria nega as acusações e diz que a greve foi deflagrada após  insistentes tentativas de diálogo com o governo para o atendimento às reivindicações da classe, entre elas, novos concursos para a contratação de mais agentes, melhores condições de trabalho e melhoria salarial. 

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Jornalista
Fernando Ribeiro
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