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Homicidômetro Mortes no Ceará 2017

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Atualizado em 16/10/2017

Peritos recolhem DNA de flanelinha que confessou ter assassinado a menina Débora Lohany

Matador da criança Debora

Walderir Batista dos Santos, 39 anos, foi preso na cidade de Parnaíba, no Piauí

Peritos do laboratório de DNA da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) receberam, na tarde de ontem (17), material genético do suspeito de matar a menina Débora Lohany de Oliveira, 4 anos, no último dia 27 de março. O “flanelinha”  Walderir Batista dos Santos, 39 anos, preso pela Polícia Civil do Ceará na cidade de Parnaíba, Piauí, na última quinta-feira (13).

Através de uma comparação de amostras do suspeito com o que foi colhido nas vestes da vítima, os peritos poderão comprovar cientificamente que Walderir foi o responsável pelo assassinato da menina, muito embora, ele já tenha confessando, informalmente e em depoimento, ter sido o autor.

A motivação seria uma vingança. Segundo uma investigação do Departamento de Inteligência Policial (DIP), horas antes de raptar e matar Débora Lohany, o “flanelinha” se envolveu numa briga com outro homem, na Avenida Raul Barbosa, e foi espancado. Em seguida, consumiu drogas e se dirigiu uma favela no mesmo bairro, onde tentou beijar uma criança. O assédio acabou lhe custando caro. Ele sofreu uma tentativa de linchamento, mas escapou.

O crime

Depois de ser agredido duas vezes seguidas, Walderir planejou uma vingança pessoal e tramou raptar uma criança no mesmo bairro. Isso acabou acontecendo quando ele perambulava pela Rua Alecrim e passou em frente à casa dos pais de Débora. Era por volta de 20 horas do dia 27 de março.

A criança brincava na calçada e, num rápido descuido dos pais, o suspeito raptou a menina e em seguida a matou a pedradas, ocultando o corpo debaixo de pedras, paus e lixo próximo ao canteiro de obras da linha do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), na Avenida Almirante Henrique Sabóia, a Via Expressa, no bairro Cocó. Depois disso, fugiu.

O suspeito possui uma extensa ficha criminal que inclui dois homicídios. Ainda assim, estava solto nas ruas, atuando como “flanelinha”na Aerolândia. Com o dinheiro que obtinha neste serviço, ele consumia drogas. 

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