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Homicidômetro Mortes no Ceará 2017

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Atualizado em 20/10/2017

Polícia Civil prende quadrilha que sequestrou, torturou e matou adolescentes na Barra do Ceará por ordem de facção

São Tiago 3

A quadrilha era composta por oito adultos e duas menores. Sete dos 10 já estão presos no 7º DP

A QUADRILHA:

sÃO tIAGO 500 São Tiago 300 sÃO tIAGO 400

São Tiago C São Tiago B

Lucas do Nascimento de Oliveira, Paulo Sérgio da Silva, Antônio Francisco do Nascimento, Rivânia Émile Nascimento e Germana do Nascimento Rocha participaram da trama criminosa

AS VÍTIMAS:

São TIago Vítimas A Sãp Tiago 1000 - mortas duas

Sequestradas, cabelos cortados e torturadas...     Depois, levadas para o morro e mortas a tiros

Sete pessoas, entre elas duas adolescentes, foram detidas nesta segunda-feira (18) por policiais civis durante uma operação na Zona Oeste de Fortaleza. Outras três já foram identificadas e estão sendo procuradas. O grupo é suspeito de ter seqüestrado, torturado e assassinado duas garotas no último fim de semana. Os corpos das vítimas, com sinais de violência e pichados com a sigla de uma facção criminosa, foram encontrados no Morro de São Tiago, na Comunidade Goiabeiras, Barra do Ceará.

A operação foi realizada pela equipe de policiais do 7º DP (Pirambu) logo após a divulgação do fato pela Imprensa local.  Segundo a Polícia, na noite do último sábado, as duas garotas – ainda não identificadas – foram seqüestradas de dentro de um ônibus e levadas para o cativeiro e passaram a ser vítimas de tortura, acusadas de ter envolvimento com uma facção criminosa rival dos bandidos.

Nas redes sociais, os criminosos chegaram a postar fotos das duas garotas ainda vivas, no cativeiro. Na primeira imagem elas aparecem ilesas. Na segunda imagem, já estão com parte dos cabelos cortada e sinas de espancamento.

Na manhã do domingo, os dois corpos foram encontrados na Rua Manuel Gadelha, uma das vias de acesso  ao Morro de São Tiago, nas Goiabeiras. A equipe da Perícia Forense (Pefoce) que esteve n local constatou que uma das garotas recebeu, ao menos, cinco tiros na cabeça. A outra foi baleada quatro vezes. Havia, ainda, sinais de tortura, abuso sexual e os corpos estavam pichados com a sigla GDE (seria, supostamente, da facção Guardiões do Estado) e os números  745, uma referência às três letras do alfabeto.

Prisões

Ainda na manhã de segunda-feira (18), as equipes do 7º DP, sob o comando do delegado Paulo André Cavalcante, iniciaram as investigações e, horas depois, os sete suspeitos foram detidos em vários endereços na Barra do Ceará.

Os presos sob suspeita de participação no duplo assassinato são: Lucas do Nascimento de Oliveira,  Paulo Sérgio da Silva, Antônio Francisco do Nascimento, Rivânia Émile Nascimento Cândido, Germana do Nascimento Rocha, além de outras duas garotas adolescentes (menores).  Além dos sete detidos, três outros suspeitos estão sendo caçados pela Polícia e deverão ser presos nas próximas horas.

Como aconteceu o crime

Segundo a Polícia, o grupo assassino estava num ônibus da linha Grande Circular, que procedia da Arena Castelão, onde havia ocorrido o  jogo do Fortaleza x Tupi, no último sábado.

As duas vítimas e outras quatro garotas embarcaram no ônibus vindas de uma festa. Logo, elas foram reconhecidas como sendo do Bairro Padre Andrade e ligadas ao Comando Vermelho (CV). Passaram, então, a ser provocadas e agredidas pelo suspeitos, que são moradores do Morro Santiago, na Barra do Ceará, comunidade controlada pela facção Guardiões do Estado (GDE).

Quatro das seis garotas conseguiram pular a catraca, pediram pro motorista abrir a porta e fugiram. As vítimas, identificadas como Luzara Rodrigues dos Santos, 16 anos;  e Karolina Morais Melo, 17 anos; não conseguiram.

O ônibus seguiu até a Barra do Ceará . Lá, quando parou, as vítimas foram retiradas no coletivo e levadas pra cima do Morro de São Tiago, onde foram executadas. A motivação de crime foi a disputa de facções.            

“Estamos em busca de  identificar o ônibus onde ocorreu isso para ouvir o motorista e obter as filmagens”, afirma o delegado Paulo André Cavalcante, titular do 7º DP (Pirambu). 

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Jornalista
Fernando Ribeiro
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