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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 21/11/2017  

Pesquisa revela que Ceará é o estado onde mais adolescentes são assassinados

Adolescente 1

Pesquisa aponta que no Ceará, em cada grupo de mil adolescenmtes, 8,71 são assassinados

Saiu uma nova pesquisa sobre a criminalidade no Brasil e novamente o Ceará aparece no topo dos mais estados mais violentos do País no quesito mortes violentas de adolescentes (idade de 12 a 18 anos incompletos). Já Fortaleza é a primeira no ranking das capitais e a terceira na lista de todos os municípios brasileiros.

O estudo é da Unicef feito em parceria com a Secretaria dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Observatório das Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).  Segundo o levantamento, para cada grupo de mil adolescentes, 8.71 são mortos no Ceará.  O estado de Alagoas é o segundo (8,18) e o Espírito Santo é o terceiro (7,79). Depois, aparecem Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba Piauí, Sergipe Maranhão e Goiás na lista dos 10 mais violentos neste aspecto.

A pesquisa apontou outro dado alarmante: das dez capitais brasileiras onde mais adolescentes são mortos, sete delas estão na região Nordeste, e Fortaleza encabeça a lista. Na Capital cearense, os indicies revela, que à cada grupo de mil adolescente, 10,94 são assassinados.

Já na lista entre os Municípios brasileiros, Fortaleza ocupa o terceiro lugar, pois em primeiro aparece Serra, no Espírito Santo (12,71 mortes para cada grupo de mil); e Itabuna, na Bahia, em segundo lugar (11,88).

Facções e drogas

O resultado da pesquisa foi publicado nesta quarta-feira (11) pelo jornal O Estado de São Paulo e apresenta outras variantes da estatística. Segundo os dados apresentados, em sete anos, cerca de 43 mil adolescentes deverão ser vítimas de homicídio no Brasil. Por dia, a média é de 16 casos, no período entre os anos 2015 e 2021, caso sejam mantidos os atuais patamares.

O jornal ouviu o secretário da Segurança Pública do Ceará, delegado federal André Costa, que tem uma teoria sobre a razão de tantas mortes de adolescentes no estado e na sua Capital. Para ele, grande parte dos óbitos de pessoas nesta faixa etária está ligada à disputa de facções criminosas e ao tráfico de drogas. Ele aproveitou para cobrar da União mais apoio para o combate ao crime. 

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