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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2018

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Atualizado em 19/4/2018  

Líderes do PCC mortos no Ceará tinha vida de riqueza e ostentação e driblavam a Polícia cearense há um ano

Paca 1

Numa das casas compradas pelos bandidos, no Condomínio Alphaville, em Aquiraz, a Polícia encontrou quatro carros importados e blindados, prova da ostentação dos narcotraficantes no Ceará

Paca 2

Duas BMW e dos  Land Rover estavam na garagem e na porta da casa onde os traficantes moravam

Ostentação, riqueza e impunidade. Esta era a vida que gozavam no Ceará, há mais de um ano, os dois líderes da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), mortos na última quinta-feira (15) em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Três casas de luxo em condomínios de alto padrão, dois apartamentos na zona nobre da Capital e quatro automóveis de luxo na garagem, entre eles, duas BMW top de linha.

Era assim que viviam Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”; e seu comparsa e braço-direito no crime, Fabiano Alves de Souza, o “Paca”. Há um ano eles driblavam a Polícia cearense, usando documentos falsos e gozando uma vida luxuosa, além de um vai-e-vem entre o Brasil e a Bolívia, de onde exportavam a cocaína consumida no país sob o controle e distribuição do PCC.

Na tarde de ontem, a Polícia esteve numa das casas de luxo dos criminosos, no Condomínio Alphaville, no Porto das Dunas, em Aquiraz, e ali constatou a riqueza e o luxo ostentado pelos criminosos assassinados. Junto com suas famílias, “Gegê do Mangue” e “Paca” andavam em Fortaleza em quatro carros importados, sem se importar com a Polícia. Ambos eram foragidos da Justiça de São Paulo, acusados de crimes como assassinato, tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de bando ou quadrilha, além do uso de documentos falsos.

Tudo isso passou batido pela Polícia cearense e pelas autoridades da Justiça e do Ministério Público de São Paulo. Acreditava-se que “Gegê do Mangue” estava na Bolívia, escondido da Polícia brasileira. NO entanto, aqui em Fortaleza ele circulava a bordo de quatro carros importados e blindados.

Além da casa luxuosa no Alphaville de Aquiraz, “Gegê do Mangue” também comprou casas no Alphaville do Eusébio e apartamentos no bairro Cocó (um por andar). Com o dinheiro fácil do narcotráfico, adquiriu também uma mansão na paradisíaca Praia do Uruaú, em Beberibe (a 74Km de Fortaleza)., no valor de R$ 1,1 milhão.

Fretado

Com tanto dinheiro sendo esbanjado, os dois homens acabaram causando a ira do chefe do bando, o narcotraficante Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”, o “número um” do PCC que se encontra preso na penitenciária federal de segurança máxima em Venceslau Brás, em São Paulo.

Esta, ao menos, é a principal linha de investigação do Ministério Público de São Paulo. A ostentação e riqueza dos dois então comparsas e “homens de confiança” de “Marcola” fez o líder da facção decidir por mandar eliminar aqueles que antes eram seus principais gerentes do negócio do tráfico.

Para fechar o ciclo de ostentação e riqueza dos bandidos no Ceará, os corpos deles foram transportados ontem à tarde para São Paulo em um voo fretado pela família. O valor pago pelo transporte dos dois caixões com os corpos de “Gegê do Mangue” e “Paca” não ficou por menos de R$ 100 mil.

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