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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

3.947em 18/10/2018  

Promotor requer investigação sobre disparo de pistola que feriu PM segurança do governador

PM governador

O governador Camilo Santana e assessores tentam socorrer o tenente da Casa Militar, atingido com um tiro acidental de sua pistola FOTO: Mauri Melo/Jornal O Povo

O Ministério Público Estadual (MPE), através do promotor de Justiça Ricardo de Lima Rocha, requereu da Justiça a instauração de investigação sobre o episódio ocorrido na manhã da última segunda-feira (16), quando um policial militar que fazia a segurança do governador Camilo Santana (PT) se feriu em decorrência de um disparo acidental de sua pistola. O fato ocorreu durante um evento oficial no Município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Paralelamente à ação do MP, um Inquérito Policial Militar (IPM) deverá ser instaurado pelo Comando-Geral da PM por solicitação da Casa Militar do Governo. O oficial ferido foi identificado como tenente PM R. Pereira.

O promotor de Justiça já encaminhou requerimento ao juiz de Direito, Francisco Eduardo Torquato Scorsafava, titular da 9ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, solicitando informações sobre a arma que o militar utilizava. Segundo o governo do estado, a referida pistola é de propriedade do tenente e estava sendo utilizada de forma legal, conforme prevê o regulamento militar e que esta passava por manutenção rotineira. Ainda assim, a arma deverá ser encaminhada à Perícia Forense do Ceará (Pefoce) para exames periciais (testes balísticos).

Anular licitação

Ricardo Rocha foi o autor de uma Ação Penal que pede a anulação da licitação de compra de armas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e que teve como vencedora a empresa Sig Sauer Inc.   O promotor cobra que a licitação tenha cunho internacional, já que a fabricante nacional vencedora do certame não disponibiliza em suas armas, travas que impossibilitem disparos acidentais.

A esse respeito, a SSPDS informou que as armas já adquiridas de marca Sig Sauer não estão ainda em poder das polícias (Civil e Militar). Para o MP, “as armas põem em risco não só os policiais que vão manuseá-las, como também toda a população do estado do Ceará”.

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