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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

4.617 em 13/12/2018  

Vereador Julierme critica o programa "Ceará Pacífico" diante do avanço das facções e os atentados criminosos no estado

Julierme 11

Julierme critica a falta de investimento do governo na Polícia Judiciária cearense

Após a onda de ataques criminosos que vem ocorrendo em Fortaleza e Região Metropolitana, desde o fim de semana, o policial civil e vereador de Fortaleza, Julierme Sena (PROS), criticou o programa Ceará Pacífico, do Governo do Estado e se posicionou em suas redes sociais cobrando maiores investimentos para a Polícia Civil do Ceará.
Para o vereador, não há condições de trabalho para os policiais civis cearenses desempenharem suas funções, o que compromete as investigações que deveriam antecipar as ações criminosas. Julierme afirma que há um ciclo de impunidade e que as facções têm agido livremente para cometer crimes dentro e fora dos presídios.

Leia a crítica do vereador:

CEARÁ PACÍFICO QUE NÃO PÁRA DE SANGRAR

“Nos últimos dias temos visto as facções criminosas realizando ataques atrás de ataques,. Ônibus incendiados, policial assassinado e delegacias sendo metralhadas. Na manhã desta segunda-feira (30) até granada foi arremessada contra o 28º Distrito Policial.

Nessa onda de violência, algumas questões nos intrigam. Em março, a Justiça determinou que o estado instalasse os bloqueadores de celular nos presídios. E até o momento a medida vem sendo descumprida. Também questionamos sobre o trabalho do Centro Regional de Inteligência da Polícia Federal, implantado em Fortaleza no mês de março. Enquanto o governo do Estado não investe na sua própria Polícia Judiciária, lançou o Centro de Inteligência como medida para o combate à violência no Ceará. E, ainda assim, fomos surpreendidos com uma série de ataques violentos no fim de semana.

Os nossos policiais civis conhecem, como ninguém, o problema da insegurança no Ceará e são capacitados para realizar as investigações necessárias. Mas, infelizmente, não recebem do governo condições de trabalho para realizá-las, e, assim, antecipar ações para conter a violência. Desta forma, o ciclo da impunidade cresce cada vez mais, pois as facções criminosas encontram toda a liberdade que precisam para planejar e executar seus crimes, dentro e fora dos presídios, e, assim, se fortalecem com a fragilidade das nossas forças de segurança".

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