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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

4.020 em 23/10/2018  

Guerra de facções causa matança e estado de pânico em três cidades da Região Metropolitana de Fortaleza

As cidades de Caucaia, Maranguape e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), passam por momentos de tensão em conseqüência da “guerra” travada pelas facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE). Somente neste mês de setembro, em 26 dias, ao menos, 94 pessoas foram mortas em toda a RMF, sendo 54 somente nos três municípios. Tiroteios e mortes desafiam as autoridades da Segurança Pública.

Na tarde desta quarta-feira (26), bandidos armados tentaram matar desafetos na comunidade de Tabatinga, na periferia da cidade de Maranguape. As cenas da violência foram gravadas pelos próprios criminosos, que postaram vídeos nas redes sociais. Apesar de muitos tiros terem sido disparados, a Polícia não registrou mortes naquela área.

Em várias comunidades dos três municípios metropolitanos, os confrontos seguidos de mortes se intensificaram nas últimas semanas. São áreas onde a Polícia Militar tem aumentado o patrulhamento em decorrência da presença de bandidos armados, além de movimentação do tráfico de entorpecentes. Na guerra declarada das facções, inocentes também são mortos ou feridos por balas perdidas.

Em Caucaia, os conflitos se acentuaram nas duas últimas semanas, principalmente, nos bairros Itambé I, Itambé II, Padre Júlio Maria, Cabatã, Açude, Parque Soledade e São Miguel, além do Distrito de Jurema. Foram 24 assassinatos no Município em 26 dias de setembro.

Já em Maracanaú, os conflitos de facções ocorrem, com mais freqüência, nas seguintes comunidades: Conjunto Timbó, Residencial Maracanãzinho, Parque Luzardo Viana e Jaçanaú.

Em Maranguape, a briga armada de facções tem atormentado os moradores das comunidades Área Seca, Área Verde, Novo Parque Iracema e Novo Maranguape.

Mortes cruéis

Na disputa por território de drogas e mando das facções, os crimes têm como marca a crueldade. Corpos estão sendo localizados de capitados ou esquartejados. Há casos também de destruição de cadáveres por fogo. Outra característica já percebida pela Polícia nos assassinatos e a grande quantidade de tiros disparados contra as vítimas.

Os embates diários entre membros desses grupos criminosos se juntam às ameaças e expulsão de moradores de seus lares e de pontos comerciais. Há comunidades em que os bandidos forçaram a saída coletiva dos moradores, transformando ruas e quarteirões inteiros em verdadeiros bairros “fantasmas”.

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