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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

474 em 20/3/2019  

Desembargador manda soltar defensor público preso por dirigir bêbado, causar acidente e desacatar a Polícia

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Bêbado, Plutarco desacatou os PMs  após causar o acidente e fugir na contra-mão, na Aldeota 

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O alvará de soltura expedido pela Justiça relaxando o flagrante contra o guiador preso bêbado

Já está em liberdade o defensor publico Cláudio Plutarco Nogueira Júnior, preso no fim de semana após provocar um acidente de trânsito, fugir do local e desacatar os policiais militares que efetuaram sua prisão em flagrante, na Aldeota. O caso foi parar no plantão do 2º DP (Meireles). Apontando falhas da Polícia Civil no auto de prisão em flagrante, o desembargador plantonista no Tribunal de Justiça do Estado, Luiz Evaldo Gonçalves Leite, determinou a soltura imediata do suspeito.

O caso ocorreu na madrugada do domingo (10), quando Cláudio Plutarco Nogueira Júnior teria causado uma colisão de veículos, pois estaria bêbado e dirigindo. Um vídeo feito pela própria Polícia e postado nas redes sociais, revela que o defensor público fugiu do local do acidente e foi perseguido pela patrulha da Força Tática (FT) do 8º BPM (Papicu). Ao ser detido, ele teria desacato os policiais e se negado a pagar os prejuízos do dono do carro avariado no acidente.

Conduzido ao plantão do 2º DP, acabou sendo autuado em flagrante com base nos artigos 306 do Código de Trânsito Brasileiro (Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência. Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor) e 331 do Código Penal Brasileiro (Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa).

Solto pelo desembargador

Contudo, após o flagrante ter sido realizado, compareceram à delegacia três representantes da Defensoria Pública: Elizabeth Chagas, que se identificou como secretária executiva da Defensoria Pública do Ceará; Leonardo Moura, que se identificou como subdefensor geral; e Vitor Montenegro, que se identificou como diretor da Associação dos Defensores Públicos). Os três alegaram que o acusado dos crimes teria direito a “foro privilegiado”, de acordo com A Constituição Estadual.

Diante dos fatos, Cláudio Plutarco Nogueira Júnior foi conduzido ao plantão do Tribunal de Justiça do Estado, sob escolta policial, e apresentado ao desembargador, que ordenou sua imediata liberação com a expedição de alvará de soltura.

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