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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.325 em 23/7/2019  

Fim de semana violento no Ceará deixa 35 mortos em assassinatos e acidentes de trânsito

Tianguá

A costureira Antônia Eliene de Oliveira Viana, 39 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido

O Ceará sofreu uma forte onda de violência no fim de semana, o que causou a morte de, ao menos, 35 pessoas, em assassinatos e acidentes de trânsito entre a sexta-feira (21) e o domingo (23). Somente no interior do estado foram registrados 31 óbitos de causas violentas. No balanço geral, e ainda parcial, os números revelam que ocorreram 18 homicídios e mais 17 mortes em desastres.

Na Grande Fortaleza foram contabilizados três assassinatos e mais um caso de morte em acidente de trânsito. Além da Capital, foi registrado um assassinato no Município de Caucaia.

No Interior Norte foram contabilizados pelas autoridades da Segurança Pública sete homicídios nos seguintes Municípios: Umirim (dois crimes), Caridade, Paraipaba, Hidrolândia, Amontada e São Benedito (feminicídio).

No Interior Sul, ocorreram outros oito assassinatos neste período entre sexta-feira e o começo da madrugada de hoje (24), nos seguintes Municípios: Tauá, Jaguaribara, Beberibe (duplo), Alto Santo, Jaguaruana, Milagres e Icapuí.

Mulher morta

Subiu para 98 o número de mulheres mortas no Ceará neste ano. O caso mais recente ocorreu na madrugada do último domingo (23) no Município de São Benedito, na Região da Ibiapaba (a 337Km de Fortaleza), onde a costureira Antônia Eliene de Oliveira Viana, 39 anos, foi assassinada a golpes de faca pelo ex-companheiro, Ricardo Vasconcelos, 40 anos, que acabou se entregando à Polícia e já está na cadeia.

De acordo com as informações colhidas pela Polícia Militar, o crime aconteceu durante o aniversário de uma irmã, ocasião em que era realizada uma festa junina.

Armado com uma faca, Ricardo invadiu a festa e atingiu a ex-esposa com 12 golpes de faca. Feriu também, como a mesma arma, a irmã e um filho da vítima. Todos foram levados para o hospital da cidade de São Benedito, mas Eliene não resistiu.

Após o crime, Ricardo fugiu do local e se embrenhou num matagal, de onde ligou pelo celular com familiares dizendo que iria se entregar à Polícia, como realmente aconteceu. Ele não aceitava o fim do relacionamento com a costureira. Ao ser presos, negou o crime.

Revoltados, moradores incendiaram a casa do assassino ainda durante a madrugada. Já o corpo da costureira foi encaminhado ao Núcleo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) da cidade de Sobral, onde foi necropsiado e liberado para sepultamento.

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