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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.681 em 13/9/2019  

Escalada da violência no Ceará leva o governador Camilo Santana a se reunir com a cúpula da Segurança Pública em busca de reduzir a criminalidade

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Camilo sentou na mesa ao lado do secretário da Segurança e dos comandantes e delegados, na SSPDS...

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... para verificar os índices da criminalidade que atinge todo o Estado do Ceará e, a partir daí, traçar...

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...as medidas necessárias para que os índices da violência sejam reduzidos nos próximos quatro anos

Visivelmente preocupado com os altos índices da criminalidade que atinge todo o Estado, em especial os casos de assassinatos, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), decidiu na manhã de hoje, se ausentar de seu gabinete, no Palácio da Abolição, e ir participar pessoalmente da reunião semanal que é realizada na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O encontro, que acontece todas as terças-feiras, tem por objetivo avaliar os números da criminalidade e planejar operações de combate à violência em todas as 19 Áreas Integradas de Segurança (AIS) do Estado.

A chegada de Camilo Santana ao Governo do Ceará acontece em um momento em que as autoridades policiais não conseguem ao menos frear a escalada de assassinatos no Estado, principalmente, em Fortaleza e sua região metropolitana. Para se ter uma ideia disso, em apenas 20 dias de janeiro de 2015, cerca de 180 pessoas já foram executadas sumariamente nas ruas, avenidas, becos, praças e favelas da Capital e dos demais municípios metropolitanos. Somente no último domingo (18), 14 pessoas foram mortas em Fortaleza.

Camilo esteve reunido com o secretário da Segurança Pública, delegado federal Deuci Teixeira, com o secretário-executivo da Pasta, coronel PM Lauro Prado; com o comandante-geral da PM, coronel Giovani Pinheiro; e com o superintendente da Polícia Civil, Andrade Júnior, além de todos os delegados e comandantes militares (da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros) das 19 AIS. Ele quis saber de toda a estatística criminal, o que está sendo feito em cada uma delas e quais as medidas a serem tomadas de forma emergencial para conter o derramamento de sangue em todo o Estado.

Ao assumir o cargo, no dia 1º de janeiro, o governador petista fez questão de afirmar que iria “cuidar pessoalmente” do setor da Segurança Pública, para cumprir as promessas que fez durante sua campanha eleitoral. A violência que se estende por todas as comunidades cearenses tornou-se uma espécie de clamor social que não tem remédio. No ano passado, nada menos que 4.439 pessoas foram assassinadas no Ceará. Em 2013 foram 4.395, resultando em 8.834 homicídios e latrocínios em apenas dois anos, números considerados próximos ao de uma guerra.

Medidas

Na tentativa de fazer cumprir sua promessa de campanha, reduzindo os estratosféricos índices da criminalidade no Estado, Camilo Santana prometeu emplacar várias medidas administrativas para tornar o Ceará menos violento. Porém, na terceira semana de seu mandado, já teve que comparecer ao velório de um policial militar que se tornou também vítima da violência. O soldado Rodrigues foi abatido a tiros por criminosos na porta de casa e diante de sua família, no Conjunto Prefeito José Walter, quando voltava de seu trabalho. Estava fardado e armado, mas mesmo assim, isso não intimidou os delinqüentes.

Entre as medidas de Camilo Santana para este setor da Segurança, a implantação do programa “Ceará Pacífico”, que engloba várias ações, entre elas, a reformulação do sistema de policiamento comunitário executado pela tropa do Ronda do Quarteirão. Ele decidiu também determinar ao secretário da Segurança e a se reunir e ouvir todos os segmentos das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e da Perícia Forense, inclusive as associações e sindicatos das categorias, em busca de manter um diálogo na busca por soluções para os problemas dos agentes. Uma delas, o sistema de promoções em cada carreira.

Já o novo comandante da PM, coronel Pinheiro, tem visitado as unidades da Corporação e conversado diretamente com a tropa (oficiais e praças), pedindo empenho no combate à criminalidade e deixando claro o seu apoio na solução das demandas de seus subordinados.

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