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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.681 em 13/9/2019  

Mais um delegado da Polícia Civil é expulso. Ato foi assinado pelo governador há 3 anos e estava "engavetado" na CGD

Controladoria fachada 2

A CGD investigou o delegado sob suspeita de desviar combustível da Delegacia de Mombaça

Menos de 24 horas após a demissão de 11 integrantes da Segurança Pública do Ceará, incluindo delegado e policiais civis, agentes penitenciários e um perito criminal, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nesta quinta-feira (29) mais uma expulsão na Polícia Civil. Outro delegado foi demitido, acusado de desvio de combustível.

De acordo com a publicação, o demitido da vez é o delegado Marcos André Rodrigues da Silva. O ato de expulsão foi assinado há seis anos, pelo governador Camilo Santana (PT) e pela, então, chefe da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD), Socorro França. Mas, estranhamente, embora a demissão tenha sido oficializada no dia 7 de novembro de 2016, o ato do governador ficou “engavetado” na Controladoria e só ontem (29 de agosto de 2019) foi publicado no DOE.

O delegado Marcos André foi alvo de uma sindicância e, posteriormente, de processo disciplinar na CGD, após um flagrante realizado no dia 18 de julho de 2013, quando um policial civil e um funcionário terceirizado lotados na Delegacia de Polícia de Mombaça terem sido flagrados no bairro Parquelândia, em Fortaleza, numa viatura daquela delegacia. Dentro do carro, os agentes da CGD encontraram dois galões com combustível e e dois botijões de gás de cozinha (butano). Em depoimento, eles disseram que iam deixar o material na casa do delegado, naquele bairro, e que tinham feito aquilo “inúmeras vezes”.

A investigação resultou na suspensão, por 60 dias, do policial civil (inspetor), Ivan Ferreira da Silva Júnior; e na demissão do delegado.

Após três anos do ato assinado pelo governador e pela, então, chefe da Controladoria, só agora as punições foram publicadas no DOE.

Outros

De acordo com o que foi publicado pelo DOE na sua edição da última quarta-feira (28), foram demitidos de suas instituições, “a bem do serviço público”, os seguintes servidores: Francisco José Ferreira Braúna (delegado da Polícia Civil), Jerônimo Pinheiro do Nascimento (escrivão da Polícia Civil), Antônio Damasceno Júnior (agente penitenciário), Márcio Gledson Farias Marçal (agente penitenciário), Josualdo Gomes Chaves (perito criminal), além dos seguintes inspetores da Polícia Civil: Maciel Alves de Lima, Nélson Oliveira de Araújo, Marcilho Lopes de Souza, Francisco Ari Alves de Moura, Byron de Oliveira Freire Júnior e Francisco Adriano Brito Aguiar.

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