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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.109 em 20/11/2019  

Autoridades investigam novas denúncias de crimes sexuais contra crianças em escolas municipais de Sobral

Delegacia de Sobral

A Delegacia Regional de Polícia Civil de Sobral investiga vários casos de estupros

Novos casos de estupros de crianças em escolas do Município de Sobral, na zona Norte do estado (a 224Km de Fortaleza), começam a ser revelados e confirmados pelas autoridades. Nas últimas 24 horas, pelo menos, dois casos de abusos sexuais contra alunos da rede pública de ensino daquele Município vieram à tona.

Um dos casos foi confirmado nesta quarta-feira (30), pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, Edmar Fernandes. Em entrevista a uma emissora de rádio daquela cidade, ele confirmou o caso de garoto de apenas 9 anos de idade que sofreu grave lesão por conta dos abusos sexuais sofridos em uma das escolas.

De acordo com o médico, a criança teve que passar por vários exames antes de ser avaliada a necessidade de uma cirurgia para a reparação das lesões sofridas na região anal. Ainda de acordo com o especialista, a criança vinha sofrendo com os abusos há seis meses e desde então chegava a fazer as necessidades fisiológicas nas roupas por conta da gravidade da lesão, enquanto os pais acreditavam que a criança estava fazendo aquilo de forma propositada.

Os médicos comprovaram as graves lesões no menino e iniciaram um tratamento.

Outro caso

Nesta terça-feira (29), outro caso semelhante foi confirmado pelas autoridades. Uma criança de apenas 3 anos de idade, aluna da Creche de Educação Infantil Terezinha de Jesus, da rede municipal de ensino, teria sido molestada por um funcionário, caso que já está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM).

Diante dos fatos, a Secretaria de Ouvidoria, Gestão e Transparência de Sobral decidiu afastar o funcionário suspeito do crime. O servidor, que exerce o cargo de auxiliar de serviços gerais, lotado na Secretaria da Educação do Município, foi afastado das funções pelo prazo de 60 dias até que termine a apuração policial.

O caso veio à tona quando a mãe da menina desconfiou que a filha estivesse sendo vítima de abuso sexual na creche. Um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado na Polícia há cerca de 12 dias. O crime teria sido praticado dentro da creche no dia 18 último. Por meio de gestos, a criança teria relatado ter sido abusada.

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