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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.109 em 20/11/2019  

Polícia reconstitui morte da empresária Jamile e delegada não descarta prisão para advogado

Jamile - reprodução 2

Peritos registraram todos os atos da reconstituição e vão elaborar um laudo 

Jamile e o namorado

Jamile e o namorado, advogado Ademir Pessoa Júnior: relacionamento terminou em tragédia

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) e a Perícia Forense (Pefoce) realizaram, na noite desta quinta-feira (31) a reprodução simulada ou reconstituição da morte da empresária Jamile de Oliveira Correia, baleada na noite de 29nde agosto último. A simulação aconteceu no apartamento onde a vítima morava, no bairro Meireles, e busca esclarecer se o disparo foi feito pela própria vítima ou pelo namorado dela, o advogado Aldemir Pessoa Junior. A empresária morreu no hospital um dia após ser ferida.

A simulação aconteceu sem a presença de Aldemir, que foi representado por advogados, e durou cerca de duas horas e meia. A iniciativa buscou reproduzir condições semelhantes às do momento em que Jamile foi atingida. Para os familiares da vítima, o não comparecimento de Aldemir foi motivo de descontentamento. O criminalista Flávio Jacinto, advogado da família, afirmou que o ato pode ser considerado um desrespeito.

"Sua ausência demonstra o desprezo que ele tem sobre o fato em si e o desrespeito a apuração dos fatos. Até porque essa era a grande oportunidade dele vim provar o que falou no inquérito", disse Flávio Jacinto. O empresário não era obrigado a comparecer ao ato.

Prisão

Conforme o cenário montado pela Polícia, foi possível constatar que no momento do disparo, Jamile estava na parte de dentro do closet, de costas para um espelho, enquanto Aldemir estava na frente dela, mais próximo à porta do cômodo.

Ao fim da reconstituição, a delegada titular do 2º DP (Aldeota) e responsável pela apuração do caso, Socorro Portela, afirmou que não descarta pedir a prisão preventiva de Aldemir. “Existe a possibilidade de ser renovado o pedido de prisão do Aldemir. Um dos motivos seria para garantir a ordem pública e outros motivos que serão apreciados na leitura do relatório final”, disse Portela.

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