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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

0166 em 21/1/2020

Sem repostas sobre o reajuste e aumento salarial, policiais já falam em parar no Carnaval

PM CARNAVAL

Sem reajuste salarial, a tropa pode comprometer a tradicional "Operação Carnaval" deste ano 

Paris 2

Secretário da Segurança Pública, André Costa, em férias na Europa (foto em Londres), parece preferir se manter distante das negociações e estudos sobre o reajuste dos agentes

Passados quase 15 dias de janeiro de 2020, o clima de insatisfação salarial entre os agentes da Segurança Pública aumenta no Ceará. Sem reposta do governo quanto à reposição e aumento de vencimentos, policiais militares vêm usando as redes sociais para manifestar o descontentamento com a situação. Em comentários postados nas últimas 24 horas, alguns falam em paralisação da tropa da PM durante o Carnaval.

Em dezembro último, policiais e bombeiros militares realizaram, ao menos, duas manifestações contra a falta de resposta do governo do estado em relação à questão salarial. A primeira ocorreu nas dependências da Assembleia Legislativa e a segunda na Praça Portugal. “Puxadas” por lideranças políticas e pelas associações que reúnem as categorias, os militares cearenses acreditaram na palavra do governo de que no começo de janeiro seria definida a situação salarial. Uma planilha com o reajuste chegou a”vazar” nas redes sociais, com a previsão de pagamentos parcelados até janeiro de 2021.

Impacto no orçamento

A decisão sobre os percentuais do reajuste para policiais civis, policiais militares, bombeiros militares a agentes da Perícia Forense do Estado (Pefoce), Academia Estadual da Segurança Pública (Aesp), Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) e agentes penitenciários estaria agora nas mãos do governador Camilo Santana (PT), após passar por análises na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e no estudo de impacto no orçamento geral do estado na Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

A suposta tabela que seria estabelecida pelo governo e que “vazou” não foi confirmada nem tampouco desmentida pelo Palácio da Abolição. Sem respostas, as categorias ainda aguardam uma decisão do governo, sem prazo nem números. Enquanto isso, a insatisfação ganha corpo entre os servidores.

Em turnê pela Europa, o secretário da Segurança Pública do Estado do Ceará, delegado federal André Costa, parece preferir se manter distante do assunto. As associações que reúnem as categorias reclamam que não estão tendo direito às informações nem acesso às negociações em torno da questão salarial.

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