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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

315 em 19/2/2019  

Mistério: Polícia Civil monta uma força-tarefa para esclarecer o "quebra-cabeça" sobre a chacina em Sobral

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Maria de Jesus Farias recebeu tiros nas costas e foi amarrada com um cabo USB

Chacina Sobral 9

No corpo de Patrícia Farias (filha de Maria de Jesus) havia sinais claros de arrastamento

Uma força-tarefa foi montada pela Polícia Civil para tentar esclarecer o mais rápido possível a chacina que deixou seis pessoas mortas na Zona Norte do Estado entre a noite de terça-feira última (14) e o começo da manhã da quarta-feira (15). Apesar de ainda está no início dos trabalhos, a equipe de investigadores já tem uma linha de investigação que, a princípio, aponta para um misto de “acerto de contas” com queima-de-arquivo.

O sêxtuplo homicídio aconteceu na localidade denominada Sítio Pau d’ Arquinho, no distrito de Aprazível, Município de Sobral (a 230Km de Fortaleza). Era por volta de 22 horas de terça-feira quando um grupo de homens armados e encapuzados invadiu uma residência onde havia seis pessoas. Quatro delas foram mortas na hora. Outras duas, seqüestradas e seus corpos encontrados no dia seguinte numa estrada que liga os Municípios de Coreaú e Alcântaras.

Os seis mortos foram identificados como: Maria de Jesus Farias, conhecida como “Dona Bizú”; sua filha Patrícia Farias da Silva; a neta Antônia Emily Farias da Silva, de 15 anos; além de Aureliano Silva Ribeiro, 22 anos, namorado de Emily; Benedito Gomes da Silva, 41 anos; e um homem identificado até o momento somente por Geovane.

Dentro da casa invadida pelos assassinos foram mortos os três homens e a adolescente. Os três foram amarrados com as mãos para trás, obrigados a deitarem-se um ao lado do outro no corredor da residência, com o rosto virado para o chão, e eliminados com tiros na nuca. Já a garota Emily também foi executada da mesma forma, mas não teve as mãos amarradas.

Sequestradas

Depois disso, os assassinos fugiram da levando a avó e a mãe da adolescente. Sequestradas, elas foram encontradas mortas somente na manhã seguinte. Também estavam amarradas com as mãos para trás. Uma delas foi manietada com um cabo USB. Há suspeitas de que ambas passaram por uma sessão de torturas antes de serem também fuziladas com tiros na nuca e nas costas.

Uma força-tarefa composta por inspetores e delegados das delegacias de Sobral, Coreaú e Alcântaras e com o reforço de inspetores e delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deslocada de fortaleza por ordem do delegado-geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, tenta montar o “quebra-cabeça” para esclarecer o caso.

Algumas informações levam a crer que o interesse principal dos assassinos era eliminar Patrícia Farias da Silva, que já tinha envolvimento em crimes. O fato de ela ter sido seqüestrada junto com a mãe leva os investigadores a supor que os assassinos pretendiam “arrancar” alguma informação de Patrícia a qualquer custo, ao ponto de torturar a mãe dela na sua presença para que ela falasse.

Apenas conversava

Já as pessoas que foram fuziladas dentro da casa teriam sido, supostamente, vítimas de “queima-de-arquivo”, entre elas, um cidadão, Benedito Gomes da Silva, 41 anos, que era vizinho e estava na casa apenas conversando quando os criminosos apareceram. Existem, porém, dúvidas quanto à presença de Aureliano Silva Ribeiro, que era natural de Morada Nova e estaria abrigado na casa, há alguns dias, por ordem da mãe de Patrícia.

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