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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

315 em 19/2/2019  

Jovens podem ter sido mortos por vingança e queima-de-arquivo na zona Oeste de Fortaleza

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Os três jovens foram mortos na Rua Mário Campos FOTO: Naval Sarmento/Diário do Nordeste

Vingança. Esta é a linha de investigação que a Polícia Civil trabalha nas investigações que tentam esclarecer o triplo assassinato ocorrido no fim da noite de sexta-feira na zona Oeste de Fortaleza. Três jovens foram fuzilados a tiros de pistolas quando se encontravam juntos na porta de uma residência. Minutos depois, um ônibus foi incendiado num bairro vizinho.

O crime ocorreu por volta de 22h30 na esquina da Rua Mário Campos com a Avenida Major Assis, no Jardim Guanabara. Antônio Paulino de Andrade Filho, Jorge Henrique dos Santos de Sousa e Claudisson Linhares Silva não tiveram chance alguma de escapar, foram surpreendido e fuzilados com tiros à curta distância. Os três corpos ficaram caídos na entrada de um beco ao lado de uma residência na Rua Mário Campos.

Segundo o relato de testemunhas, o triplo fuzilamento foi praticado por um grupo de desconhecidos. Quatro homens em duas motocicletas, além de outros comparsas em, pelo menos, dois automóveis de placas e tipo não revelados.

As investigações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram que, pelo menos, um dos três homens mortos, tinha antecedentes criminais e era suspeito de envolvimento na morte de um policial militar, um soldado que pertencia ao Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio). Tratava-se de Cláudisson Linhares da Silva.

Segundo os boatos que circularam no bairro, os outros dois rapazes morreram porque estavam próximos de Claudisson e poderiam, posteriormente, reconhecer os atiradores, transformando-se em “arquivo vivo” da execução sumária do amigo.

Incêndio

Cerca de 20 minutos depois do triplo assassinato, desconhecidos incendiaram um ônibus da linha Antônio Bezerra-Unifor na Avenida Sargento Hermínio. A Polícia suspeita de uma retaliação de criminosos por conta do triplo homicídio. O chefe do Comando do Policiamento da Capital (CPC), coronel PM Francisco Souto, acredita que o incêndio pode ter sido praticado pelos mesmos bandidos que assassinaram os três jovens no Jardim Guanabara.

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