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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

Caso Lewdo: perito contratado pela defesa constesta laudos que apontam mãe como assassina do filho

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Criminalista Paulo Quezado, advogado de defesa, falou sobre o depoimento de Cristiane Coelho e a contestação dos laudos periciais FOTOS: Fernando Ribeiro

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Promotor de Justiça, Wilson Ibiapina disse que a acusada do crime caiu em contradições ao depor

A Justiça encerrou, na tarde desta quarta-feira (22) a fase de instrução criminal do processo que apura a morte do menino Lewdo Ricardo, 9 anos; e tentativa de assasinato contra o pai dele, o subtenente do Exército Brasileiro, Franciclewdo Bezerra. A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da principal acusada do crime, Cristiane Renata Coelho, mãe do menino e ex-esposa do militar. Contudo, defesa da ré contestou a idoneidade de laudos periciais contidos no processo.

Coube ao criminalista Paulo Quezado, advogado de defesa de Cristiane, encaminhar à Justiça a contestação sobre os laudos periciais elaborados pela Polícia na fase do inquérito. E na audiência desta quarta-feira ele apresentou para ser ouvido o perito criminal Ranvier Feitosa Aragão, contratado pela defesa para analisar a prova técnica.

O perito contestou, pelo menos, dois laudos apresentados no inquérito e, especialmente,  questionou a idoneidade da coleta e custódia de provas elaboradas pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Em entrevista ao blogdofernandoribeiro.com.br, ainda nas dependências do Fórum Clóvis Beviláqua, Paulo Quezado informou que o depoimento do perito, que durou cerca de duas horas, foi um passo importante para a defesa de Cristiane.

Esclareceu

“O perito fez sérios esclarecimentos. Fez considerações sobre a perícia oficial. E a Cristiane não deixou de responder a nenhuma das perguntas. Ela esclareceu todos os pontos importantes ao juiz”. Para o criminalista, a contestação da perícia pode mudar as conclusões da Justiça sobre o caso. “A meu ver, sim, mas vai depender do entendimento do juiz de Direito”, esclareceu.

Já o promotor de Justiça Humberto Ibiapina destacou que a ré teria caído em contradições em seu depoimento durante o interrogatório desta quarta-feira. E afirmou: “Essas contradições levam o Ministério Público à absoluta certeza de que ela foi a autora do fato”.

Antes de decidir se pronuncia ou não a ré (isto é, mandá-la a Júri Popular), o juiz vai aguardar o depoimento de cinco testemunhas de defesa que moram no Rio Grande do Norte. Os depoimentos estão sendo realizados através de cartas precatórias (tomados pela Justiça do estado vizinho e que serão remetidos para o Ceará).

O crime

O fato ocorreu em novembro do ano passado, quando o subtenente do Exército e seu filho foram envenenados dentro de casa, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza. O menino teria ingerido “chumbinho” (veneno para matar ratos) misturado a um sorvete de morango, enquanto o pai foi envenenado com o mesmo produto misturado a uma taça de vinho. O subtenente sobreviveu depois de passar quase um mês em coma. O filho não resistiu.

Cristiane nega ter assassinado o filho e de ter tento matar o ex-marido. Mas a Polícia afirma que ela pesquisou na internet formas de como envenenar uma pessoa até matá-la. O objetivo das mortes seria ela receber um seguro e uma pensão vitalícia do então marido.  Há suspeitas do envolvimento de um amante dela nos crimes.

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