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Homicidômetro Mortes no Ceará 2017

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Atualizado em 19/10/2017

Mulher presa suspeita de matar aposentado e se apossar de seus bens

Detetive do mal 005

Maria do Amparo Vieira Medeiros, 37 anos, a "Tâmara", acabou presa

Como num enredo de novela, a Polícia cearense desvendou  mais um crime de morte que parecia caminhar para a vala dos insolúveis. Um homem foi morto e sua “melhor amiga” acabou sendo descoberta como a principal suspeita. Conforme as autoridades, ela arquitetou toda a trama do homicídio para se apossar dos bens da vítima.

Era manhã do dia 27 de outubro de 2014, quando a Polícia foi acionada para ir até a Lagoa da Precabura, no município do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde populares haviam encontrado o corpo de um homem de meia idade. Mais tarde, a vítima foi identificada como sendo o aposentado José Algeri Carlos de Sabóia, aposentado, 63 anos.

A família da vítima, residente no Piauí, foi localizada e pediu que fosse feita uma investigação. Depois de vários meses de mistério e diligências, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriu que o homem havia sido morto através de envenenamento. Morreu depois de comer um lanche misturado a veneno de matar ratos, o “chumbinho”.

Conforme a diretora da DHPP, delegada Socorro Portela, nas investigações, a Polícia chegou a uma mulher que se dizia a “melhor amiga” do aposentado e que, estranhamente, após a morte dele, ela passou a morar no apartamento de Algeri, no bairro Bela Vista, na Capital.

Dinheiro

À pedido da Polícia, a Justiça decretou a prisão preventiva da suspeita. Trata-se de Maria do Amparo Vieira Medeiros, 37 anos,que se passava por “Tâmara” e se identificava como detetive particular. Para os amigos e parentes mais distantes do aposentado, ela dizia que ele tinha viajado. Estaria na casa de familiares, na Ilha do Governador, no estado do Rio de Janeiro, e que, a pedido do amigo, ficou morando em seu apartamento.

Mas, segundo a Polícia, após envenenar o aposentado, a mulher passou também a se beneficiar de outros bens do morto, como um automóvel, que ela vendeu, e a administrar sua conta bancária, fazendo saques e transferências do dinheiro alheio.

Agora presa, a mulher deverá ser indiciada por crime de assassinato, além de ocultação de cadáver. 

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