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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.681 em 13/9/2019  

Juíza de Custódia decreta prisão preventiva do casal que matou a menina Esther e diz: "Crime foi cruel"

Casal assassino

Ana Cristina (a mãe) e Franciel Lopes (o padrasto) simularam um rapto da criança

Esther

A pequena Esther tinha um ano e 10 meses de vida. Sofria de epilepsia e foi assassinada

A Justiça decretou, nesta sexta-feira (23), a prisão preventiva do casal que confessou ter assassinado da criança Maria Esther Farias Campelo, de apenas um ano e 10 meses, na manhã da última terça-feira (20). A mãe e o padrasto da criança espancaram e golpearam a menina e, em seguida, ocultaram o corpo em um terreno baldio no Município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A mãe chegou a registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Civil, afirmando que Esther havia sido raptada.

O crime ocorreu na residência do casal, no bairro Canindezinho, em Fortaleza. Após o crime, o casal saiu da residência em uma bicicleta levando o corpo da criança. Ana Cristina Farias Campelo e o companheiro, Franciel Lopes de Macedo, em seguida, compareceram ao 29º DP (Pajuçara/Maracanaú), onde prestaram queixa afirmando que foram abordados por um casal em um carro preto e, sob a mira de uma arma de fogo, obrigados a entregar a criança.

A Polícia passou a investigar o ocaso e ouvir os familiares, descobrindo que a história era na verdade uma farsa para encobrir o infanticídio. Depois de várias contradições em seus depoimentos, o casal decidiu confessar o crime. A mãe alegou que a criança chorava o tempo todo e não suportava mais. A família revelou que a menina era doente e vivia sendo maltratada pela mãe e pelo padrasto.

Crueldade

A prisão preventiva do casal foi decretada nesta sexta-feira pela juíza de Direito, Flávia Setúbal, titular da Vara de Audiências de Custódia de Fortaleza. Segundo ela, “a gravidade em concreto da conduta atribuída aos acusados é bastante elevada, diante da crueldade particular em que executaram o crime em apuração. A existência do delito e os indícios de autoria decorrem das circunstâncias da prisão”, assinalou a magistrada.

Franciel Lopes permanece na carceragem da Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), em Fortaleza. Ana Cristina Campelo foi transferida para o Presídio Feminino, em Aquiraz.

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