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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.274 em 14/12/2019  

Diarista está entre as quatro suspeitas de assassinar ex-funcionária da Assembleia Legislativa no Eusébio

Sapatão morta

Liduína Rios Júnior, 60, será enterrada, hoje, em sua terra natal, a cidade de Itarema (CE)

Latrocínio. Esta é a principal linha de investigação com a qual a Polícia Civil do Ceará trabalha para tentar esclarecer o assassinato de uma mulher, na madrugada de ontem (28), no Município do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). No Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Capital, quatro mulheres estão detidas como suspeitas da morte da funcionária recém-aposentada da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Liduína Maria Júnior Rios, 60 anos. Uma delas é diarista e trabalhava há pouco tempo na casa da servidora.

O corpo de Liduína foi encontrado pelo filho dela. A aposentada, mãe de dois filhos, um médico e um advogado, foi morta a facadas dentro de sua residência, localizada no bairro Coaçu, no Município do Eusébio. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) comprovou que a mulher foi atingida por vários golpes no pescoço, tórax, abdome e nas costas. Objetos de valor foram furtados da residência.

Três das quatro mulheres suspeitas foram capturadas na noite de ontem (28), no Barroso, em Fortaleza, e no Conjunto Jereissati 3, em Maracanaú. A quarta foi detida já na madrugada de hoje (29) em local não informado. A Polícia encontrou com as suspeitas alguns objetos roubados da residência da vítima, o que pode caracterizar o crime como um caso de latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, a investigação foi está concluída e pesam outras suspeitas. Algumas das mulheres presas seriam garotas de programa, informou uma fonte do DHPP.

Crime e suspeitas

O irmão da vítima, vice-presidente da Câmara de Vereadores de Itarema (a201Km de Fortaleza), Paulo César Júnior Rios, afirma que Liduína foi amarrada e amordaçada pelos assassinos.

Os familiares já desconfiavam de uma diarista, contratada recentemente servidora, porque ela possuía a chave da casa e o local não apresentava sinais de arrombamento. Foi a partir desta informação que as equipes do DHPP iniciaram diligências.

Após prender inicialmente a diarista as outras suspeitas foram sendo identificadas e capturadas.

"Ela era uma pessoa maravilhosa. Mãe de dois filhos, um médico, outro advogado. Vivia para os filhos”, comentou o vereador Paulo César Rios sobre a irmã assassinada.

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