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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

Polícia conclui que dois engenheiros e um pedreiro causaram o desabamento do Edifício Andréa, que deixou 9 mortos

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Era manhã do dia 15 de outubro do ano passado, quando aconteceu a tragédia em Fortaleza 

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Bombeiros trabalharam durante 103 horas sem parar nos escombros do Edifício Andréa 

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Sob os escombros do prédio residencial foram encontrados os corpos de nove pessoas 

Dois engenheiros e um pedreiro foram indiciados em inquérito da Polícia Civil como responsáveis pelo desabamento do Edifício Andréa, tragédia ocorrida na manhã do dia 15 de outubro, na zona nobre de Fortaleza. O prédio residencial de sete andares não resistiu quando suas estruturas foram alteradas em uma obra de reforma. Nove pessoas morreram soterradas nos escombros do imóvel e outras sete ficaram feridas.

De acordo com o inquérito policial concluído nesta quinta-feira (30) e enviado para a Justiça, os engenheiros civis José Andresson Gonzaga dos Santos e Carlos Alberto Loss de Oliveira, além do pedreiro Amauri Pereira de Souza, tiveram papel “determinante” para a ocorrência do desabamento. Os três estavam trabalhando na reforma do edifício.

As investigações duraram dois meses e 15 dias, período em que a Polícia Civil tomou o depoimento de 40 pessoas, entre sobreviventes da tragédia, peritos, engenheiros e os três acusados. O inquérito foi instaurado no 4º DP (Pio XII) e demorou por conta do trabalho minucioso realizado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

De acordo com os peritos, o desabamento do prédio ocorreu por cinco fatores. Foram eles: “falha da empresa responsável pela obra de reforma; técnica equivocada nas obras de restauração que prejudicou a estabilidade da estrutura; ausência de escoramento nos pilares; acréscimo de carga (peso) na área da cobertura; e falta de manutenção no imóvel”.

Indiciamento e mortes

Os três acusados de contribuírem para o desabamento do prédio foram indiciados nos seguintes crimes: provocar desabamento por erra de execução (artigo 29 da Lei das Contravenções Penais), causar desabamento ou desmoronamento, além de expor vidas em perigos ou causar mortes (artigos 256 e 258 do Código Penal Brasileiro/CPB).

O delegado titular do 4º DP, José Munguba Neto, informou que ainda nesta quinta-feira (30),o inquérito seria entregue à Justiça com a ressalva de que os três indiciados poderão ainda responder por outros crimes, dependendo da avaliação a ser feita pelo Ministério Público.

O desabamento do edifício Andréa, que era localizado na Rua Tibúrcio Cavalcantr2405, no bairro Dionísio Torres, na manhã de 15 de outubro de 2019, causou a morte de seis moradores, duas pessoas que estavam trabalhando no imóvel e de homem atingido pelos escombros na rua.

Veja a lista dos mortos no desabamento:

1 – Frederickson de Santana Santos, 30 anos (ajudante do caminhão soterrado)

2 – Isaura Marques Bezerra, 81 anos (moradora do apartamento 501)

3 – Antônio Gildásio Holanda da Silveira, 60 anos (morador do apartamento 301)

4 – Nayara Pinho Silveira, 31 anos (moradora do apartamento 301)

5 – Rosane Marques de Menezes, 56 anos (moradora do apartamento 501)

6 – Maria da Penha Bezerril Cavalcante, 81 anos (moradora do apartamento 101)

7 – Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes, 86 anos (morador do apartamento 501)

8– Maria das Graças Rodrigues, 70 anos, síndica do prédio (moradora do apartamento 502)

9 – José Eriverton (cuidador de idosos, estava no local trabalhando)

Veja a lista dos feridos no desabamento:

1 – Fernando Marques, 20 anos

2 – Antônia Peixoto Coelho, 72 anos

3 – Cleide Maria da Cruz Carvalho, 60 anos

4 – Davi Sampaio, 22 anos

5 – Gilson Moreira Gomes, 58 anos

6 – Francisco Rodrigues Alves, 59 anos

7 – João Ycaro Coelho de Menezes, 35 anos

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