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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

2.157 em 19/06/2020

Segunda reconstituição: Perícia diz que foram esclarecidas dúvidas sobre a morte do menino envenenado

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A PM isolou o quarteirão onde está localizada a residência que serviu de palco da morte da criança

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Peritos e policiais civis retornaram pela segunda vez à residência em busca de novas pistas do crime. O pai da criança (de óculos, ao centro), acusa a mãe de ser a autora do crime

Cinco meses depois da morte do menino Lewdo Ricardo Coelho Severino, de 9 anos de idade, assassinado por meio de envenenamento, a Polícia Civil e a Perícia Forense do Estado (Pefoce) realizaram, na tarde desta quarta-feira (8) a segunda reconstituição do caso. Os pais são suspeitos e trocam acusações.

Desta vez, a reprodução simulada dos fatos aconteceu à pedido da própria Perícia Criminal. Depois de quase três horas de trabalhos no local, uma equipe multidisciplinar da Pefoce concluiu os levantamentos e acredita ter dirimido todas as dúvidas acerca do crime.

Os pais do menino persistem na troca de acusações sobre a autora do crime. O pai, o subtenente do Exército Brasileiro, Francilewdo Severino; e a mãe, Cristiane Coelho, compareceram mais uma vez à cena do crime. Apenas o pai deu entrevistas à Imprensa. A mãe foi levada ao local sob escolta de policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e não quis dar declarações aos jornalistas. O presidente do inquérito policial que apura o crime, delegado Wilder Brito Sobreira, titular do 16º DP (Dias Macedo), também esteve presente à reconstituição.

O impasse acerca da autoria do crime já dura cinco meses. A Polícia já está de posse de laudos que comprovam o fato de que o menino morreu por ter sido envenenado com “chumbinho”, um tipo de veneno para matar rato. O pai também foi envenenado e passou várias semanas em coma no Hospital do Exército. Ele acusa a ex-esposa de ser a autora do crime.

A Polícia descobriu que a mãe do menino teria um amante e o pai alega que ela teria tentado matá-lo para ficar com a pensão do Exército. A troca de acusações envolve também os familiares do casal. Hoje, novamente os parentes do subtenente compareceram à delegacia com cartazes pedindo justiça e apontando Cristiane como a responsável pela morte do filho e pela tentativa de homicídio contra o ex-marido.

Ao final da reconstituição, um dos peritos informou que os trabalhos realizados hoje foram suficientes para esclarecer os pontos que ainda estavam nebulosos na investigação pericial.

O crime ocorreu no dia 11 de novembro do ano passado.

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