Levando a sério o jornalismo 24 horas por dia.

Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

4.572

Atualizado em 23/11/2017  

Ministério Publico diz que houve falha na segurança da Arena Castelão e promete investigar conflito entre torcedores

iphone 4.5.2015 123

O Ministério Público Estadual (MPE anunciou nesta segunda-feira (4), a instauração de uma investigação criminal com o objetivo de apurar as responsabilidades pelo conflito que ocorreu na Arena Castelão, na noite do último domingo (3), após o jogo Ceará x Fortaleza, pela final do Campeonato Cearense de Futebol 2015. O campo foi invadido por torcedores dos dois times, que iniciaram uma briga coletiva seguida de muita destruição. As cenas dos atos de violência e vandalismo foram mostradas pela TV no País e inteiro e obtiveram repercussão mundial.

Para o promotor de Justiça Francisco Rinaldo de Sousa Janja, que pertence ao Núcleo do Torcedor, houve falhas no plano de segurança montado conjuntamente pela Federação Cearense de Futebol (FCF) e pela Polícia Militar do Ceará (MP). Janja não detalhou, ainda, como este procedimento acontecerá.

Também na tarde desta segunda-feira, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) organizou uma coletiva de Imprensa para que a PM se manifestasse a respeito dos fatos. Coube ao comandante do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), tenente-coronel PM Aginaldo Oliveira, se pronunciar sobre o episódio.

Segundo o oficial, haviam sido destacados 80 policiais militares para atuar dentro da Arena Castelão. Contudo, 40 deles tiveram que se deslocados para conter uma briga de torcedores no setor conhecido como “esplanada”, que fica atrás das arquibancadas. Assim, quando o jogo terminou e os primeiros torcedores passaram a invadir o gramado, havia apenas 40 policiais no campo, além de seguranças particulares.

Confronto

Quando o quebra-quebra começou e os torcedores partiram para a luta corporal coletiva na frente das câmeras de TV, os 40 policiais do BPE foram insuficientes para contê-lo. A situação só voltou ao normal gradativamente quando patrulhas da Companhia de Controle de Distúrbios Civis (CDC), e do Canil , ambas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), apareceram e passaram a disparar granadas de gás lacrimogêneo, dispersando os brigões.

Segundo o comandante do BPE, “Se não tivéssemos chegado a tempo para conter os torcedores e evitar algo pior que o confronto entre eles, estaríamos aqui hoje era contando o número de mortes”, desabafou Oliveira.

Cerca de 800 policiais militares foram mobilizados para a segurança da partida. Somente o Comando de Policiamento Especializado (CPE), sob o comando do coronel PM José Maria Barbosa Soares, destacou para o entorno do Castelão, nada menos, que 600 PMs de várias unidades como BPChoque, BPE, BPRaio e Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria). Segunda dados da Federação de Futebol, havia no estádio cerca de 63 mil pessoas.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar