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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017

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Atualizado em 15/12/2017  

Criança envenenada: defesa vai constestar perícia que apontou mãe como assassina do filho

Paulo Quezado 2

Criminalista Paulo Quezado apresentou a defesa prévia da acusada do crime

A Justiça marcou para o próximo dia 17 de junho a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte, por envenenamento, do garoto Ricardo Lewdo  Coelho Severino, cuja acusada do crime é a própria mãe,  Cristiane Renata Coelho.

O processo em torno do caso já teve a denúncia do Ministério Público e a defesa entregou, na semana passada, o documento intitulado “defesa prévia”, que contesta as conclusões da Perícia Forense s obre o fato. Presa preventivamente há três semanas, Cristiane nega ter envenenado o filho. Ela culpa o ex-marido, o subtenente do Exército Brasileiro, Fracilewdo Severino, que também foi envenenado, mas sobreviveu depois de passar cerca de 40 dias internado, e, coma. No Hospital Militar, nesta Capital.

Na “Defesa Prévia”, o advogado da acusada, o criminalista Paulo Quezado,  elaborou uma verdadeira pauta de questionamentos sobre as conclusões da Perícia Forense para que a Polícia Civil indiciasse Cristiane Renata.

O documento, que formou um calhamaço de mais de 30 páginas, expõe didaticamente  as falhas, divergências e falta de provas que apontem a mãe como a responsável pelo assassinato do filho e a tentativa de morte contra o ex-marido.

Depois do fato, Cristiane Renata foi morar na casa de familiares em Recife. Depois de participar de, pelo menos, duas reproduções simuladas (reconstituições) do crime, a mãe persiste na versão de que não matou o filho mais velho do casal, um garoto que tinha apenas 9 anos de idade e era autista.

Diante da denúncia feita contra Cristiane Renata pelo Ministério Público Estadual (MPE), a Justiça decidiu, ainda,  transferir para o pai a guarda do filho mais novo do casal, que também é autista.

Na audiência marcada para o próximo dia 17, a Justiça deverá ouvir não apenas a mãe e o pai da criança, mas também as testemunhas elencadas pela defesa e acusação.

O crime

O assassinato da criança aconteceu em novembro do ano passado, na residência do casal, no bairro Dias Macedo. Segundo a versão da Polícia, insatisfeita com seu casamento e pretendendo receber uma pensão vitalícia e um seguro feito pelo marido, Cristiane Renata teria premeditado o crime. Depois de pesquisar na internet como matar uma pessoa por meio de envenenamento,  ela teria colocado veneno de matar rato, conhecido como “chumbinho”, no sorvete de morango do filho e em uma taça de vinho do marido. Os dois ingeriram a substância tóxica. Só o marido sobreviveu. 

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Jornalista
Fernando Ribeiro
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