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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.325 em 23/7/2019  

Homicídios: uma tragédia brasileira todos os dias

"É como se um avião (de grande porte) caísse todos os dias no País e não mais nos sensibilizássemos com isso. É uma matança que não nos escandaliza mais".

O desabafo em tom de trágica constatação foi feita, na manhã desta quarta-feira (28), pelo jornalista Alexandre Garcia no "Bom-Dia Brasil", o telejornal matutino da Rede Globo. Garcia se referia, com muita propriedade, aos números revelados, de forma preliminar, pelo Mapa da Violência no País, que apontou a ocorrência de, nada menos, que 56.337 casos de homicídios no Brasil em 2012, um novo recorde nacional. Nos anos anteriores, esse patamar chegara a cerca de 51 mil. São 154 homicídios por dia neste Brasil, de Norte a Sul, seis a cada hora, um a cada 10 minutos.

Conforme a pesquisa nacional, baseada em estatísticas do Ministério da Saúde, os três estados brasileiros que apresentaram o maior número de homicídios em 2012 foram, pela ordem, Alagoas, Espírito Santo e Ceará.   E os números ficam ainda mais acentuados quando se comparados  através da taxa de ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes, método preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fins estatísticos.

No Brasil, portanto, a taxa é de 29 pessoas mortes violentamente para cada grupo de 100 mil habitantes, considerada altíssima. Ainda de acordo com o mapa, nos três estados de maiores registros, estes índices estão assim dispostos: Alagoas (64,3 morte para cada 100 mil habitantes), Espírito Santo (47,3) e Ceará (44,6).

No Ceará, os números são catastróficos, fato já reconhecido pelo próprio governo, que luta incessantemente em busca de meios para reduzi-los.

Desde que assumiu o governo do Estado, Cid Gomes vem travando  uma luta para conter a escalada da criminalidade no Ceará. Desde a criação do programa de policiamento comunitário Ronda do Quarteirão à recente implantação do sistema de Áreas Integradas de Segurança (AIS). Esta última ainda em fase embrionária, mas que já revela, embora que tímidos, resultados exitosos.

Mas, falta ainda muito o que fazer. E, certamente, o próprio Cid Gomes tem ciência disto, bem como reconhece que, em problemas de segurança pública e, especialmente, de criminalidade, não se vislumbra soluções a curto prazo.  Contudo, a oposição, certamente, não vai esperar por isso. Na campanha eleitoral que se avizinha, não serão poupados adjetivos e comentários ácidos sobre os níveis da violência neste Estado.

Já o cidadão comum, que deseja um clima de paz nas ruas e mesmo dentro de casa, tornou-se a maior vítima deste quadro, e  torce para que, independente de cores partidárias e de politicagens à parte, consiga o Estado alcançar proporcionar o mínimo de segurança à sociedade. 

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