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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.274 em 14/12/2019  

Camilo Santana nada fala sobre ameaças de facções criminosas contra o bloqueio de celulares em presídios

Camilo Santana 2

Camilo determinou que a Secretaria da segurança Pública não se pronuncie  sobre o assunto

Total silêncio. Esta é a postura que o governador do Estado, Camilo Santana (PT), adotou diante da revelação de que ele e o secretário da Justiça e Cidadania, Hélio Leitão,  estariam temerosos em determinar a instalação de bloqueadores nos presídios. 

Ameaças de membros das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) em retaliar a atitude do governo  teriam Camilo Santana desistido de determinar a instalação das torres com bloqueadores de sinal de celulares nos presídios e Casas de Privação da Liberdade (CPPLs) na Grande Fortaleza.

Por outro lado, a Polícia Civil deverá  realizar, na  tarde desta terça-feira, uma reunião com representantes da Polícia Federal e do Exército Brasileiro com o objetivo de discutir o avanço das facções criminosas PCC e CV em Fortaleza. As duas organizações estariam assumindo o total controle do tráfico da cidade e, ao mesmo tempo, reunindo em torno de si quadrilhas ou gangues que antes eram rivais e duelavam constantemente, deixando um rasto de mortes.

No fim de semana passado, os índices de assassinatos em Fortaleza caíram de forma vertiginosa, causando surpresa dentro da cúpula da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), cujo titular, delegado federal Delci Teixeira, também não fala sobre o assunto, segundo ordem do governador.

A ordem dos traficantes chefes das facções foi acabar com as execuções sumárias ou, pelo menos, manter uma trégua. A ordem foi cumprida fielmente e apenas quatro casos de assassinatos aconteceram em Fortaleza entre a sexta-feira e o domingo, quando, em geral, ocorrem, em média, entre 20 a 25 casos.

Proibidos

Delegados da Polícia Civil e oficiais da PM estão proibidos de falar sobre o assunto. Esta é a estratégia da SPPDS e do Palácio da Abolição.

Já a Polícia Civil começou a ouvir donos ou moradores de casas da periferia da Cidade em cujos muros e fachadas foram pichadas  ou grafitadas mensagens e imagens remetendo às duas facções. 

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