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Sejus transfere "Márcio do Gueto" para penitenciária federal do Paraná. Bandido teria liderado rebelião no Presídio do Carrapicho

Márcio do Gueto 3

Traficante ordenou muitas mortes na Barra do Ceará

A Secretaria da Justiça e da Cidanaia do Ceará (Sejus), anunciou nesta quarta-feira (8), mais uma transferência de preso para outro estado. Dessa vez, o transferido foi um dos bandidos mais perigosos do Ceará, apontado como chefe do tráfico de drogas na zona Oeste de Fortaleza e responsável por muitas mortes.

Trata-se do traficante Márcio Gledson Dias da Silva, o “Márcio do Gueto”, que estava cumprindo pena por tráfico de drogas no Presídio do Carrapicho, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).  Ele teria sido um dos líderes da rebelião ocorrida entre os dias 21 e 22 de maio último, quando seis unidades do Sistema Penitenciário se amotinaram simultaneamente com a deflagração da greve dos agentes penitenciários.

Dono de uma extensa ficha criminal e preso desde 2013, “Márcio do Gueto” acabou sendo transferido de Fortaleza para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Interior do Estado do Paraná, onde poderá ficar até dois anos no que a Justiça chama de cumprimento de pena diferenciado.  Pela sua altíssima periculosidade, ele ficará no mesmo presídio onde estão criminosos do quilate de “Fernandinho Beira-Mar” e “Marcola”, traficantes líderes de facções como o PCC e o Comando Vermelho.

Crimes

Embora negue, e sua defesa sustenta, “Márcio do Gueto” é suspeito de ter comandado dezenas de execuções sumárias desde que assumiu o comando do tráfico de drogas na Barra do Ceará.  Montou seu QG do tráfico dentro da Favela do Gueto, uma comunidade situada na esquina das avenidas Senador Robert Kennedy e Francisco Sá, na Barra do Ceará.

Entre as dezenas de execuções sumárias que teria determinado aos seus “soldados” estaria a chacina ocorrida na tarde do dia 14 de abril de 2012, quando três jovens foram executados a tiros de pistola no Morro de São Tiago, na Comunidade das Goiabeiras (Barra do Ceará). As vítimas eram Ronaldo Vieira da Silva, Valdir Felipe de Freitas e Felipe Almeida dos Santos, os dois últimos eram adolescentes.

Na conta de “Márcio do Gueto” há também a suspeita de ter ordenado a morte de dois PMs. O primeiro, o soldado  Francisco Evandro Pinto Rodrigues, executado dentro de um bar na Avenida 20 de Janeiro, na Barra do Ceará, no dia 25 de março de 2012. Neste mesmo episódio saiu gravemente ferido outro PM, o soldado Claudemir Ribeiro dos Santos, o “Pit Bull”,  que, seis meses depois, acabou sendo também morto, com mais de 40 tiros, no Parque São José.  

Outra morte atribuída a ordens de “Márcio do Gueto” foi a execução sumária do taxista Moisés Bezerra da Costa, então com 22 anos, morto dentro de seus táxi na porta de casa, na esquina das ruas das Hortas e dos Seixos, nas Goiabeiras, na noite de 27 de agosto de 2013, um mês após a prisão de “Márcio do Gueto”. De dentro do presídio ele teria ordenado o crime.

Vários comparsas de “Márcio do Gueto” também estão presos, entre eles, Maycon da Silva do Nascimento, o “Maycozinho” (apontado como autor de dezenas de mortes ordenadas por seu chefe do tráfico), e Leandro Dutra da Cunha, o “Playboy”. Em liberdade está outro bandido da quadrilha. Trata-se de José Flávio Rodrigues Pereira, o “Gago da Barra”.

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