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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2020

1.898 em 28/05/2020

Prisão de "Fuminho" do PCC, na África, pode revelar a trama da morte de "Gegê do Mangue" e de "Paca" no Ceará

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Momento da prisão de "Fuminho" na cidade de Maputo, capital de Moçambique, na África, ontem

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O bandido estava foragido do Brasil há 21 anos e se tornou o braço-direito de "Marcola"

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"Gegê do Mangue" e "Paca" foram mortos no Ceará. Crime ocorreu em Aquiraz, em 2018

A Polícia Federal brasileira prendeu em Maputo, capital de Moçambique, na África, nesta segunda-feira (13), o traficante Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, um dos líderes da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), e considerado o criminoso mais procurado do Brasil. O bandido tem prisão preventiva decretada no Ceará, apontado como mandante do assassinato dos traficantes Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”; e Fabiano Souza, o” Paca”, em fevereiro de 2018 em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

“Fuminho” é considerado um dos líderes do PCC e seu nome estava na lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública como um dos criminosos mais procurados do Brasil", diz o comunicado da Polícia Federal sobre a captura do bandido.

No momento da prisão, “Fuminho” estava retornando de uma clínica médica para o condomínio de luxo onde estava morando, na capital moçambicana. O suspeito foi capturado por meio de uma ação conjunta da PF com o DEA (Órgão de Combate às Drogas, na tradução do inglês), do Departamento de Justiça dos EUA, e a Polícia do país africano.

No Ceará

As investigações da PF apontavam que “Fuminho” se tornou o ”braço-direito” de Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado o chefe supremo do PCC. Ele estava foragido das autoridades brasileiras há 21 anos. Atualmente, tem 49 anos de idade.

“Fuminho” foi denunciado à Justiça como o responsável por mandar matar Rogério Jeremias de Simone, Gegê do Mangue, e Fabiano Souza, o “Paca”, em fevereiro de 2018, em Aquiraz. Na época, os dois criminosos faziam parte da cúpula do PCC (a chamada “Sintonia Fina”), mas estariam sob a suspeita de desviar dinheiro da organização criminosa em proveito próprio, vivendo uma vida de muita riqueza, com casas e carros de luxo e muitas viagens, passeios e festas com o dinheiro da organização criminosa.

De acordo com a PF, “Fuminho” era o responsável pelo fluxo de dinheiro e da logística necessária para o tráfico internacional de drogas na região da Bolívia e Paraguai. É uma espécie de sócio de “Marcola”.

A carreira no crime ganhou relevância quando escapou da Casa de Detenção, no Carandiru, em São Paulo em janeiro de 1999. Desde então, era procurado pela polícia brasileira.

Em abril de 2019,”Fuminho” teria dado o aval para membros da facção criminosa fazer o resgate de “Marcola” do Presídio Federal de Brasília. Dois aviões e um helicóptero, caracterizados como da Polícia Militar de São Paulo, seriam usados no plano. A trama foi descoberta por agentes na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, conhecida como P2 de Venceslau (a cerca de 610 km de São Paulo), que flagraram anotações de membros do PCC.

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