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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

724 em 20/4/2019  

Após o tiroteio, Ministério Público Federal pede a prisão preventiva de quatro PMs suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas

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O soldado Higor Kaleb Scarcella Pereira foi baleado pela PF e está preso no IJF

Após o incidente envolvendo policiais federais e um PM, na tarde da última quarta-feira (13), quando um soldado trocou tiros com os “federais” e foi baleado no momento em que dois colegas de farda eram presos, o caso teve um novo desdobramento hoje. O Ministério Público Federal (MPF) decidiu pedir à Justiça Federal a prisão preventiva de quatro PMs, que estariam envolvidos no tráfico de drogas. Entre eles, o soldado ferido.

A decisão do MPF é baseada nas investigações que a Polícia Federal vinha realizando sigilosamente e, supostamente, teriam apontado o envolvimento de PMs com o tráfico de drogas na zona Sul de Fortaleza. Na quarta-feira passada, uma equipe da PF deteve uma patrulha da Polícia Militar no bairro Henrique Jorge e, no momento da abordagem aos militares (que estavam fardados e em uma viatura ostensiva), outro PM de folga pensou que se tratava de um assalto aos colegas de farda, já que os “federais” estavam à paisana, e atirou contra eles, sendo baleado e também preso.

Segundo o MPF, estariam envolvidos com o tráfico de drogas os seguintes militares: Rodrigo de Oliveira Lima, Roberto Fernandes da Silva, Elano Jamidean Morais de Oliveira, além do soldado Higor Kaleb Scarcella Pereira, que trocou tiros com os agentes da PF e foi atingido por dois tiros no braço direito. Ele permanece internado no IJF-Centro após passar por cirurgia.

Tentativa de assassinato

Ainda de acordo com o MPF, o soldado Kaleb, além de responder pelo crime de associação para o tráfico de drogas e corrupção, também deverá ser indiciado pela tentativa de homicídio contra os agentes da Federal.

Ao requisitar a prisão preventiva dos quatro PMs, o MPF alega que eles teriam “utilizado a função pública exercida para viabilizar a prática do tráfico de drogas”; e que “a manutenção da prisão dos réus é fundamental para a regular instrução criminal e, especialmente, para a colheita de provas”.

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