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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

2.116 em 21/11/2019  

Megaoperação tenta barrar a desordem urbana provocada pela "Feira da Sé"

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Guardas municipais, PMs, bombeiros, fiscais da Prefeitura e agentes de trânsito da AMC e Etufor participam da operação  que só deve ser concluída na manhã desta quinta-feira Fotos: Fernando Ribeiro

Uma megaoperação que começou por volta de 14 horas de hoje, deu início ao reordenamento urbano na área que antes era ocupada pela “Feira da Sé”. Há, pelo menos, dois anos, aquele local, no entorno da Catedral Metropolitana de Fortaleza e do Mercado Central, vinha sendo ocupado de forma desordenada e ilegal por centenas de vendedores de confecções, fato que vinha causando forte impacto negativo à Capital cearense.

Tropas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do Batalhão Raio (BPRaio), Pelotão de Motopatrulhas, Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Esquadrão de Cavalaria e da Guarda Municipal de Fortaleza, além de fiscais da Secretaria Executiva do Centro (SER/Centro), ambulâncias do Samu e agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e da Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor), foram mobilizadas para isolar toda a área antes da ocupação por parte dos ambulantes. Pelo ar, um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), deu apoio ao efetivo terrestre.

O começo da ação das autoridades foi tranqüilo, apensar de algumas resistências de ambulantes que chegaram cedo ao local na tentativa de armar suas bancas nos melhores pontos. Contudo, eles foram surpreendidos com a chegada dos fiscais, guardas municipais e policiais militares. Nas ruas Baturité e José Avelino, várias armações de barracas foram apreendidas por terem sido montadas no meio da via ou nas calçadas de lojas.

O cerco policial abrangeu uma área de quase dez quarteirões, desde a Avenida Presidente Leste-Oeste, no viaduto sobre a Avenida Alberto Nepomuceno, às ruas do entorno da Catedral, como Rufino de Alencar, Baturité, José Avelino, São José, Castro e Silva e o começo da Avenida Historiador Raimundo Girão, nas imediações da sede da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

O sentimento dos ambulantes que chegavam ao local era de surpresa e revolta. Para muitos, a ação das autoridades impediu que eles exercessem seu trabalho, sua única fonte de renda. Para outros, o ar era de desolação completa. A intervenção das autoridades, no entanto, causou impacto positivo na mobilidade. Os engarrafamentos que eram provocados pela ocupação das vias desapareceram. Na frente do Mercado central, não foram vistas as cenas de ocupação do local por centenas de vendedores com suas mercadorias espalhadas pelas calçadas e no meio da rua.

Fontes da Prefeitura Municipal de Fortaleza informaram à Imprensa que a ação de hoje dá cumprimento ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pela instituição com representantes dos feirantes, que visa impedir que o espaço público seja ocupado de forma ilegal e sem limites.

O documento prevê a permanência dos vendedores somente na Rua José Avelino e impõe também dias e horários para isto, ou seja, entre as quartas e quintas feiras e entre os sábados e domingos, de 18 às 8 horas do dia seguinte.

Blog denunciou

No dia 3 de dezembro último, o blogdofernandoribeiro.com.br denunciou a desordem que imperava no Centro por conta da ocupação do entorno da Catedral pelos vendedores. Com o título “Feira da Sé vira território sem lei e revela descaso das autoridades com o controle urbano de Fortaleza”, a matéria mostrou também, através de imagens, as ruas centrais completamente tomadas pelos ambulantes, impedindo a livre circulação dos veículos e pedestres.

No trecho inicial da matéria, o texto informava que “Nem a proximidades com o Paço Municipal, onde está instalado o gabinete do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, impede que vendedores de confecções e acessórios, além de ambulantes que vendem lanches, mototaxistas, taxistas, carregadores braçais, catadores de materiais recilcáveis, flanelinhas, mendigos e marginais, além de consumidores locais e sacoleiros de outros Estados invadem literalmente o loca, deixando a área completamente em desordem e com o trânsito caótico”.

Reprodução do blog 004

 

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