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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.299 em 19/7/2019  

Juiza proíbe entrada de novos presos na Cadeia de Aquiraz, onde um preso contraiu meningite e o local está superlotado

cadeia

A juíza de Direito Mônica Lima Chaves, titular da Comarca de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, determinou a suspensão de entrada de novos presos na cadeia pública daquele Município. O motivo da decisão da magistrada foi a superlotação no local e, ainda, a comprovação de um caso de meningite, que poderia se estender pela massa carcerária e até causar mortes.

Na semana passada, um dos presos adoeceu e foi submetido a exames que comprovaram ter ele contraído a doença. O detento (identidade preservada) foi atingido pelo tipo mais grave da enfermidade, a meningite meningocócica, que pode causar a morte do paciente em questão de poucos dias. Ele agora está internado, e isolado, no Hospital São José, em Fortaleza, especializado no tratamento de doenças contagiosas.

O clima na cadeia pública, porém, é de revolta. Além da doença que se tornou uma ameaça real para os detentos, a superlotação atinge diretamente a massa carcerária e acaba se transformando em um risco iminente de fuga ou rebelião. Hoje, a cadeia abriga cerca de 100 presos, quando sua capacidade real é de acolher apenas 40.

Celas que deveria estar com apenas oito presos, hoje possui 35. Os detentos afirmam que até dentro do banheiro dos xadrezes eles se acomodam para poder dormir.

A existência do risco de alastramento da doença também é motivo de preocupação dos agentes penitenciários e dos policiais militares ali destacados. Os agentes denunciam que a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), responsável pela administração do Sistema Penal do Ceará, não providenciou, até agora, uma faxina rigorosa no local. Nem distribuiu sequer máscaras para a proteção dos agentes e dos detentos.

Resposta da Sejus

Em nota oficial, a Sejus garantiu a uma emissora de TV local que o preso infectado já está sob cuidados médicos no Hospital São José e que foi providenciada a realização de exame de sangue em todos os demais detentos, ficando comprovado que nenhum deles contraiu a doença.

A secretaria completa informando que também foram enviados medicamentos para todos os presos e funcionários da unidade carcerária. Essa distribuição se estende também às visitas que tiveram algum tipo de contato com o preso infectado. O órgão não se manifestou sobre o problema da superlotação.

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