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315 em 19/2/2019  

Deputado Carlomano denuncia o baixo índice de saneamento básico no Estado do Ceará

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Deputado Carlomando Marques denunciou a precariedade do sistema de água e esgoto no Estado

Pronunciamento na manhã desta quinta-feira (28), na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual  Carlomano Marques (PMDB) fez uma grave  denúncia  de que apenas 12 por cento da população do Município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, dispõem de saneamento básico. E mais, em alguns distritos, como Munguba, o saneamento “é zero”.

Para o deputado, isso pode ser visto como um dos motivos para que a saúde pública de Pacatuba esteja beirando o  caos, à exemplo do que acontece no Ceará e no País. Sem sistema de esgotamento sanitário e sem distribuição regular de água potável, a população vem, gradativamente, sofrendo de doenças graves.  “Cadê a saúde preventiva?”, indagou.

Além de Pacatuba, o deputado apresentou números relativos à Fortaleza e ao Estado do Ceará sobre o mesmo problema.  Na capital cearense, pouco mais da metade da população (cerca de 59 por cento) da população dispõe de uma rede de esgoto. Em todo o Estado, esse índice é ainda menor, apenas 38 por cento.

Ainda sobre o Município de Pacatuba, segundo o parlamentar, em relação a saneamento básico há coisas bizarras. Ele citou, como exemplo, a situação no bairro Vila das Flores,  que faz parte do Conjunto Jereissati III. “A coisa lá é da idade média, do tempo feudal. O esgotamento sanitário passa por dentro das casas, atingido a sala, o quarto e a cozinha, o que chamam de saneamento condominial de retaguarda”, explica.

Por conta dessa deplorável situação, Carlomano marcou uma audiência com o presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Neurisângelo Cavalcante, para tratar do assunto e buscar solução para aquela comunidade.

“Como pensar em saúde pública dessa forma, com esgoto dentro das casas?  Isso, quando tem”, arrebatou.

Comissão

Ainda cedo da manhã desta quinta-feira, antes de ir ao plenário, Carlomano Marques presidiu uma audiência técnica na Comissão de Saúde da AL em que foi debatida a situação do Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza, que também passa por uma situação de superlotação de pacientes à exemplo do que ocorre com as demais unidades de saúde do Município  e do Estado. São dezenas de crianças esperando atendimento médico nos corredores, conforme foi constatado na visita de uma comissão de deputados da AL, na semana passada ao hospital.  

Para tentar explicar o que está acontecendo naquela unidade de saúde, foram convidadas para o encontro a diretora geral do Albert Sabin, Marfisa Aguiar Portela; e a diretora clínica e vice-diretora, Patrícia Jereissati.

Segundo elas, um dos principais fatores que contribuem para a lotação do hospital é a falta de atendimento básico nos postos de saúde e nos hospitais distritais e municipais. O “Albert Sabin”, que é considerado terciário, portanto, responsável pelo atendimento de alta complexidade, acaba ficando abarrotado de pacientes cujo quadro clínico não necessitaria de atendimento naquela unidade, que é especializada em intervenções médicas mais  especializadas, como cirurgias para extração de tumores no cérebro,  cirurgias de coração, tratamento de câncer e outros.

Outro fator apontado foi o quadro de defasagem no corpo clínico, principalmente em se tratando de pediatras.  Hoje  o “Albert Sabin” demanda recursos mensais da ordem de R$ 6,5 milhões, com pagamento de servidores e aquisição de insumos (custeio).  Atrasos no repasse desses recursos também foram denunciados. 

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