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Empresários filhos do prefeito afastado de Juazeiro são denunciados por fraude de R$ 29,5 milhões para construir shopping

Macedo e os filhos

Os dois filhos do prefeito afastado de Juazeiro, Raimundo Macedo, são acusados de crimes federais

Uma fraude que chega a R$ 29,5 milhões de reais nos cofres públicos foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Ceará e envolve cinco pessoas, entre elas, os donos de um shopping center construído na cidade de Juazeiro do Norte, na região do Cariri (Sul do Estado), além de um funcionário do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

O MPF-CE denunciou os empresários (irmãos) José Mauro Gonçalves de Macedo e David Ney Gonçalves de Macedo. Eles são filho do prefeito afastado de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, o “Macedão”. Também foi denunciado Danilo Régis da Silva Pontes, funcionário do BNB. Conforme a denúncia, através de documentos (notas fiscais)  forjadas, os dois empresários obtiveram o empréstimo milionário do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) e construíram o empreendimento comercial. Eles são os donos da empresa JDMM Construções e Incorporação Limitada e do Shopping Juazeiro Limitada.

Contudo, as investigações identificaram que, além da edificação do shopping, o dinheiro foi desviado para a construção de uma torre anexa e de um hotel. O procurador da República, Celso leal, autor da denúncia contra os cinco acusados, informou que, “recursos de um financiamento têm destinação específica, não podendo ser aplicados em atividade diversa, sob pena de cometimento de crime”.

Operação

Além dos três, também foram denunciados Paulo André Santana de Melo e Ramon Machado da Silva, que, de acordo com o MPF-CE, seriam os responsáveis por fornecer as notas fiscais fraudulentas para o bando liberar o dinheiro necessário á construção do shopping.

Os cinco acusados teriam formado o grupo que agora deve responder pelos delitos de crime contra o sistema financeiro nacional e “lavagem” de dinheiro.  As provas contra os cinco acusados foram colhidas através de uma ação da Polícia Federal realizada em setembro e batizada de “Operação Fratello” (irmão ou irmandade, em italiano), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas empresas e residência dos acusados. 

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