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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2018

3.913 em 15/10/2018  

Empresários cearenses são presos em operação do Ministério Público por fraudes em licitações

MPE 1

A investigação sobre as fraudes vem sendo feita pela PGJ desde dezembro de 2017

Três empresários cearenses foram presos na manhã desta sexta-feira (23), suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude em licitações em prefeituras do Ceará. A “Operação Cascalho 2” foi desencadeada pelo Ministério Público Estadual (MPE), através da Procuradoria de Combate aos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), com o apoio da Polícia Civil.

Os nomes dos suspeitos detidos não foram, ainda, divulgados pelo MP. As diligências policiais para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão foram iniciadas no começo da manhã e ainda estão em andamento, muito embora os “alvos” (suspeitos) já tenham sido localizados e detidos pela Polícia Civil. Ainda nesta manhã de sexta-feira, os promotores e procuradores darão à Imprensa detalhes da investigação que resultou nas prisões.

Dinheiro Público desviado

Conforme as primeiras informações do MP, a operação desta sexta-feira mirou prefeituras e a família de empresários que teria utilizado “laranjas” para criar falsas empresas (de fachada) com o objetivo de dar aparente respaldo aos contratos firmados com prefeituras a partir dos certames licitatórios.

Em dezembro do ano passado, foi deflagrada a primeira etapa da “Operação Cascalho” e culminou também na prisão de vários empresários e gestores públicos, entre eles, o prefeito do Município de Paracuru (a 100Km de Fortaleza), José Ribamar Barroso Batista (PSDB) e dois filhos dele.

O prefeito foi conduzido coercitivamente e afastado do cargo. Conhecido na região como Ribeiro, ele ainda foi preso em flagrante por porte ilegal de armas. Foram cumpridas prisões preventiva e temporária, busca e apreensão, além do afastamento de outros gestores públicos de Paracuru.

O filho do prefeito de Paracuru, Ranieri de Azevedo Batista, e os empresários Alonso de Melo Feitosa e Gabriel Ilário da Silva foram presos preventivamente. A chefe de Gabinete e filha do prefeito de Paracuru, Joana D’Arc Batista Carvalho; a secretária de Governo de Paracuru Érica da Silva Brasil, e o empresário Ricardo Henrique Lemas foram presos temporariamente. Todos foram encaminhados para o Centro de Triagem e Observação Criminológica, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

Empresas investigadas

Foram conduzidos coercitivamente o contador José Wellington da Silva, o presidente da Comissão de Licitação do município, Pedro Paulo Quirino, e os secretários Werley Sales Pinheiro (Infraestrutura), Sinval Ribeiro de Almeida (Segurança Patrimonial, Cidadania e Trânsito), Diana Jaqueline Mendes Meireles (Educação), Camylle Alcoforado Pinho Costa (Saúde), Ricardo de Azevedo Alves (Turismo, Cultura e Meio Ambiente), e os empresários José Luís Nunes Tavares e Sandra Elisabeth Arruda.

Na época, foram investigadas as empresas Petróleo Nosso (Paracuru), São Jorge Locação e Construção (Fortaleza), Terra Sol Transporte e Locações (Eusébio), Pádua Empreendimentos (Groaíras), e Onzemais Serviços e Locações (Fortaleza).

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