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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2018

2.017

Atualizado em 25/5/2018  

Delegado, advogado e detentos são investigados por suspeita de montar um esquema de corrupção

Gaeco

Equipes do Gaeco recolheram documentos e outras provas no 34ºDP e nas casas dos investigados. Houve também buscas no escritório de advocacia e na cela de um presídio

Um delegado da Polícia Civil, titular de uma das distritais da Capital; um advogado da área criminal e um detento recolhido em um dos presídios da Região Metropolitana de Fortaleza estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE), sob suspeita de terem montado um esquema criminoso de corrupção. Os três foram alvos nesta quarta-feira da “Operação Renault 34”, desencadeada pelo Núcleo de Investigação Criminal do MPE (Nuinc), em conjunto com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD).

O delegado Romério Moreira de Almeida, titular do 34º DP (Seccional Centro), o ex-policial civil (escrivão) e advogado criminalista Hélio Nogueira Bernardino; e um detento identificado como Anderson Rodrigues da Costa, recolhido no Presídio do Carrapicho, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), são investigados.

Buscas e afastamento

Na manhã de hoje (25), equipes da Controladoria Geral de Disciplina e do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão assinados pelo juiz de Direito, titular da 8ª Vara Criminal de Fortaleza, e fizeram uma varredura na residência do delegado e no seu gabinete, no 34º DP; na casa e no escritório do advogado; e também na cela do presídio onde o detento se encontra recolhido. O objetivo foi colher provas (inclusive com o confisco de telefones celulares) para fundamentar a investigação sobre corrupção.

O juiz determinou, ainda, o afastamento do delegado de suas funções pelo período de 60 dias, prazo em que serão analisadas as provas colhidas durante as buscas, bem como na realização de outros atos da investigação.

Ainda de acordo nota oficial do Ministério Público Estadual, “os indícios da prática de crimes de corrupção foram evidenciados em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, numa operação do Grupo de Atuação especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que investigava a atuação de bandidos ligados a facções criminosas no Ceará em 2016”.

Adepol acompanha o caso

A Assessoria Jurídica da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará - ADEPOL, por meio dos advogados Leandro Vasques e Afonso Belarmino, informou, nesta manhã, que tem acompanhado as diligências relativas ao caso.

"Ainda estamos nos inteirando de todos os elementos que compõem o fascículo investigativo, mas já podemos adiantar que os fatos sob apuração já foram esclarecidos pelo Dr. Romério Almeida perante o Ministério Público. Os diálogos entre o advogado  e o seu cliente, captados por interceptação telefônica, não permitem de forma alguma a conclusão de que o delegado recebeu qualquer valor. Entendemos se tratar de um ruído de comunicação ou um contorcionismo interpretativo nesse sentido."

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