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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.723 em 21/9/2019  

Polícia prende irmão de delegada da CGD suspeito de chefiar organização criminosa

Irmão dela

Humberto Alexandre foi preso com outros membros do bando. Ele é irmão de uma delegada da CGD e foi detido por ordem da Justiça após investigações da Draco

Uma quadrilha de golpistas composta por sete pessoas foi desarticulada por policiais civis cearenses, através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em Fortaleza e na Região Metropolitana. O grupo tinha como um de seus “cabeças” o irmão de uma delegada da própria Polícia Civil, que atualmente é lotada da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD). Ele estaria usando desta condição para ameaçar os investigadores. O bando usava empresas de “fachada” para lavar dinheiro de agiotagem e de outros crimes.

A prisão dos sete acusados foi determinada pela Justiça, através da Vara dos Delitos de Organizações Criminosas, após uma longa investigação apontar que o homem que se passa por empresário seria, na verdade, o chefe do bando, Trata-se de Antônio Fábio da Silva Araújo, conhecido por “Bim Araújo”, que hoje é dono de várias empresas e imóveis em Fortaleza e na Região Metropolitana, entre elas, auto-escolas e agências de turismo.

“Bim Araújo ” tem como um de seus principais parceiros do crime, segundo a Polícia, um homem identificado como Humberto Alexandre dos Santos Costa, apontado também como “laranja” do esquema de lavagem de dinheiro oriundo da agiotagem e da sonegação de impostos através de atividades aparentemente legais realizadas nas empresas de fachada. Ele é o irmão da delegada da Polícia Civil que hoje está lotada na CGD e, nesta condição, ameaçava policiais que o investigavam, dizendo que, se fosse preso, a irmã iria indiciá-los na Controladoria por “abuso de autoridade” e outros delitos na função.

Nas investigações, a Draco descobriu também que Humberto “é suposto laranja, sendo responsável pela empresa “H.A. dos Santos Costa-ME”, possuindo diversos bens em seu nome e em nome da empresa, entre eles, vinte e seis (26) motocicletas, tendo sua relação com Antônio Fábio da Silva Araújo demonstrada através da documentação apreendida”.

Segundo o decreto de custódia judicial expedido contra a quadrilha, além de “Bim Araújo” e de seu parceiro Humberto de Alexandre dos Santos Costa, também tiveram prisão temporária decretada outros cinco suspeitos de participação direta nos crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros delitos. São eles: Maurílio da Silva Oliveira, Fabiano Meneses da Silva, Larissa Marinho Cajazeira, Laércio da Silva Cajazeira (pai de Larissa) e Adeíldo Albuquerque Sobrinho.

Milhões

Conforme as investigações, a quadrilha vinha “lavando” o dinheiro ilícito produzido pelas atividades de agiotagem comprando imóveis. “Bim Araújo” e os comparsas teriam arrecadado nesta atividade a quantia aproximada de R$ 20 milhões.

Além da empresa “H.A dos Santos Costa ME”, aberta em nome de Humberto Alexandre dos Santos Costa, outro partícipe da quadrilha, Maurílio da Silva Oliveira, constituiu, segundo a Polícia, também uma empresa de fachada denominada “DLA Construções, Serviços e Locações LTDA”, que possui um capital social de R$ 400 mil, embora Maurílio tenha se declarado funcionário público da Prefeitura Municipal de Pacatuba, de onde recebe salário no valor de R$ 904,00.

O Ministério Público foi favorável à decretação da prisão da quadrilha, por entender que a media tornou-se necessária “em razão do forte risco de obstrução ao trâmite das investigações”.

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