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Homicidômetro - Assassinatos no Ceará em 2019

1.723 em 21/9/2019  

Tribunal reduz a pena de 630 anos de cadeia do gerente que aplicou golpe no BB de Acopiara

BB Acopiara

O golpe foi descoberto na agência do Banco do Brasil de Acopiara, no Centro-Sul do estado

Dinheiro hoje

O gerente fazia transferências, saques e empréstimos nas contas dos clientes, segundo o MPE

O Tribunal de Justiça do Ceará acatou recurso da defesa do ex-bancário e ex-gerente operacional da agência do Banco do Brasil de Acopiara (a 340Km de Fortaleza), Cleone César Pereira Bezerra Piancó. Em dezembro de 2014 ele foi condenado a uma pena recorde de 630 anos de prisão, por envolvimento em uma fraude milionária no BB. Com o recurso, a sentença foi modificada e a pena reduzida para 43 anos, o que significa, uma diminuição de 587 anos de cadeia.

A condenação do gerente aconteceu após uma longa investigação policial em que Cleone Piancó foi acusado, juntamente com Deusimar Alves Cavalcante (gerente geral) e Antônia Marlúcia Gonçalves de Lima (ex-funcionária da Prefeitura de Acopiara), de ter subtraído valores das contas dos correntistas do BB daquela agência, além de contrair empréstimos exorbitantes mediante a manipulação de senhas e cartões de 30 clientes.

Segundo investigações da Polícia com o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), o trio causou graves prejuízos financeiros para 33 clientes da agência, entre pessoas físicas e jurídicas. Os acusados foram denunciados pelos crimes de peculato eletrônico, falsidade ideológica, lavagem de capitais e formação de quadrilha. Na contestação, os suspeitos alegaram insuficiência de provas, bem como, provas obtidas por meios ilícitos (sem autorização judicial). Por conta disso, requereram a improcedência da ação penal. Ainda assim, os três réus acabaram condenados.

Cadeia e multa

O juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Acopiara, David Fortuna da Mata, considerou que Cleone Piancó teria “manipulado de forma fraudulenta as contas bancárias, realizando transferências, saques e contraído empréstimos, sem a autorização dos clientes (vítimas)”.

Além dos 630 anos e 29 dias de cadeia, bem como pagamento de 19.181 dias-multa aplicados ao ex-gerente operacional, o juiz condenou também os outros dois réus. Antônia Gonçalves foi apenada com 106 anos e dois meses de prisão e pagamento de 3.160 dias-multa. Deusimar Alves Cavalcante foi condenado a 92 anos de reclusão.

Reduziu

O recurso no TJCE contra a decisão do juiz foi impetrado pela defesa do réu, representada pelos advogados Paulo Quezado, Renan Benevides Franco, Ricardo Rocha Lopes da Costa e Eduardo Diogo Diógenes Quezado. A desembargadora Francisca Adelineide Viana acatou o recurso e reduziu drasticamente a pena imposta ao ex-gerente, que permanece preso, mas poderá ser beneficiado com a progressão de regime.

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